Anafre contesta encerramento de balcões da Caixa Geral de Depósitos

A Associação Nacional de Freguesias (Anafre) contestou hoje a “política de encerramento de balcões levada a cabo pela administração da Caixa Geral de Depósitos (CDG), que diz penalizar milhares de pessoas, principalmente os mais idosos aposentados.

Anafre contesta encerramento de balcões da Caixa Geral de Depósitos

Anafre contesta encerramento de balcões da Caixa Geral de Depósitos

A Associação Nacional de Freguesias (Anafre) contestou hoje a “política de encerramento de balcões levada a cabo pela administração da Caixa Geral de Depósitos (CDG), que diz penalizar milhares de pessoas, principalmente os mais idosos aposentados.

“A Anafre está solidária com as populações e autarquias que estão a ser confrontadas com esta decisão unilateral, agravada por ser executada sem qualquer informação prévia às pessoas”, afirma, em comunicado, o presidente da Associação, Jorge Veloso.

Convicto de que o encerramento de balcões da CGD “está a provocar enormes transtornos às populações”, Jorge Veloso diz que a “decisão de fechar postos de atendimento ao público deixa milhares de pessoas, na sua maioria já aposentadas, sem acesso ao banco ou sequer a uma caixa ATM”.

Segundo revelou o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo Caixa Geral de Depósitos (STEC), a administração da CGD decidiu “encerrar mais 23 agências em Portugal continental” durante o mês de agosto, situação que já originou várias ações de protesto das populações e de autarcas.

Em comunicado divulgado no passado dia 12 de agosto, o STEC revelou que a administração da CGD pretendia encerrar 23 balcões em todo o país, com maior incidência nas regiões de Lisboa e Porto, até final deste mês, não obstante ter registado um “lucro de 486 milhões [de euros] no primeiro semestre de 2022”.

No comunicado, o STEC dizia desconhecer os motivos da decisão da CGD para o encerramento de balcões, mas advertia que a estratégia da empresa, de reduzir despesas, poderia conduzir a uma “desvalorização da capacidade da CGD, enquanto banco público”, e advertia para o “congestionamento dos restantes balcões dessas áreas”.

De acordo com o STEC, desde 2012, houve o “decréscimo” de 3.300 trabalhadores e o encerramento de “mais de 300 agências” da CGD.

Para o sindicato, trata-se de “um número avassalador” e da “entrega de ‘bandeja’ de um negócio rentável e lucrativo aos bancos privados, que representa uma perda de “centenas, ou mesmo milhares, de clientes particulares e empresariais” para o banco público português.

O STEC considera também que Governo não se pode demitir da sua responsabilidade no que respeita à coesão territorial, deixando estas decisões ao livre-arbítrio da administração do banco público.

“Não basta apregoar a defesa da CGD como banco público e receber as centenas de milhões de dividendos gerados pelo esforço dos seus trabalhadores. É fundamental que o Estado defina as orientações estratégicas que o banco deve assumir”, defende o STEC.

Contactada pela Lusa, a CGD ainda não respondeu ao pedido de comentário sobre a decisão de encerrar mais 23 balcões em diversas zonas do país.

 

GR (JO/EA) // MCL

By Impala News / Lusa

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