AM de Lisboa rejeita suspender alterações de trânsito mas quer estudo técnico independente

A Assembleia Municipal em Lisboa rejeitou hoje recomendar à câmara a “imediata suspensão” das medidas aprovadas para alterações de trânsito na cidade, como a redução da velocidade automóvel, mas aprovou a ideia de “um estudo técnico independente”.

AM de Lisboa rejeita suspender alterações de trânsito mas quer estudo técnico independente

AM de Lisboa rejeita suspender alterações de trânsito mas quer estudo técnico independente

A Assembleia Municipal em Lisboa rejeitou hoje recomendar à câmara a “imediata suspensão” das medidas aprovadas para alterações de trânsito na cidade, como a redução da velocidade automóvel, mas aprovou a ideia de “um estudo técnico independente”.

Em causa está a proposta do Livre na Câmara de Lisboa, aprovada em 11 de maio, que determina a redução em 10 quilómetros por hora (km/h) da velocidade máxima de circulação na cidade e a eliminação do trânsito automóvel na Avenida da Liberdade aos domingos e feriados.

Apesar de o executivo camarário ter aprovado, posteriormente, em 25 de maio, uma proposta do PCP para se estudar, planear e realizar consulta pública sobre estas alterações de trânsito, o grupo municipal do Aliança apresentou uma recomendação para que a câmara proceda à “imediata suspensão” da execução da deliberação tomada em 11 de maio.

A recomendação foi chumbada com os votos contra de BE, Livre, PEV, PCP, PS, PAN e dois deputados independentes do Cidadãos por Lisboa (eleitos pela coligação PS/Livre) e os votos a favor de PSD, IL, MPT, PPM, Aliança, CDS-PP e Chega.

A mesma proposta do Aliança sugere “a abertura de um concurso para a elaboração de um estudo técnico independente, a realizar por entidade dotada de capacidade técnica e experiência adequadas, com vista a avaliar os efeitos da medida a nível ambiental, económico e social”, recomendação que foi aprovada, com os votos contra de BE, Livre, PEV, PCP e PAN, a abstenção do PS e deputados independentes e os votos a favor de PSD, IL, MPT, PPM, Aliança, CDS-PP e Chega.

Na reunião, os deputados municipais aprovaram também uma moção do Livre para apelar ao Governo que acelere os procedimentos necessários, incluindo novas contratações, face à urgência de normalização do importante serviço de transporte que o Metropolitano de Lisboa representa para a cidade.

A assembleia aprovou ainda um conjunto de recomendação à Câmara Municipal, nomeadamente um texto do BE para obras coercivas no Casal do Gil na Ajuda, um documento dos deputados independentes pela salvaguarda das árvores e da horta coletiva da Escola Básica Santo António em Alvalade, além de um texto do PEV para estações ‘self-service’ de reparação e manutenção de bicicletas.

Outras das propostas viabilizadas, que se dirigem à câmara, foram a recomendação do PEV para a elaboração de um Plano de Pormenor de Salvaguarda da Tapada das Necessidades, um texto dos deputados independentes para a melhoria da qualidade e variedade das refeições escolares no município, um documento do CDS-PP para a criação de um Pacote Freguesias Verdes a ser distribuído às juntas de freguesia da cidade e uma recomendação do Livre para que se priorize e acelere a ação governativa da cidade no cumprimento da Agenda 2030.

Por proposta do Aliança, aprovada com os votos contra de BE, PEV, PCP e independentes, a abstenção do Livre e Chega e os votos a favor de PS, PSD, PAN, IL, MPT, PPM, Aliança e CDS-PP, os deputados municipais recomendam também à câmara que, junto das companhias aéreas, dos operadores turísticos e da ANA – Aeroportos de Portugal, “desenvolva todas as ações que tiver por adequadas no sentido de aliviar, no imediato, a pressão sobre o Aeroporto Humberto Delgado, procurando evitar o seu esgotamento e os inquantificáveis prejuízos que daí adviriam para o turismo e negócios na cidade de Lisboa”.

SSM // VAM

By Impala News / Lusa

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