Alunos em protesto cortam estradas e queimam pneus em Bissau

Alunos guineenses colocaram hoje pneus a arder nas principais avenidas de Bissau, bloqueando a capital do país em protesto contra a nova greve de professores.

Alunos em protesto cortam estradas e queimam pneus em Bissau

Alunos em protesto cortam estradas e queimam pneus em Bissau

Alunos guineenses colocaram hoje pneus a arder nas principais avenidas de Bissau, bloqueando a capital do país em protesto contra a nova greve de professores.

Vários grupos de alunos bloquearam as principais vias de acesso à cidade e estão a impedir a circulação automóvel, com exceção de viaturas de organizações internacionais, forças de segurança e de jornalistas, colocando pneus a arder nas estradas.

Os jovens, que estão a atuar em várias zonas da cidade, também têm estado a lançar pedras, partir garrafas e já danificaram algumas viaturas.

No centro da cidade, há pneus a arder em frente à casa do Presidente do parlamento, Cipriano Cassamá, e em toda a Avenida Francisco Mendes, onde está situado também o Hospital Nacional Simão Mendes, no bairro Santa Luzia e Pilum, na Mãe de Água, junto ao parlamento nacional, e em várias estradas de acesso a outros bairros.

Os alunos, que circulam livremente, apenas estão a ser impedidos pelas forças de segurança de chegarem à Praça dos Heróis Nacionais, onde está situada a Presidência da República guineense.

No protesto os alunos gritam frases como: “Paguem os nossos professores, queremos ter aulas”.

Uma delegação de alunos está reunida com o ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Agnelo Regala, que hoje esteve já reunido com os três sindicatos dos professores para pedir para não fazerem greve.

Os três sindicatos iniciam segunda-feira mais um período de greve de 30 dias para reclamar os pagamentos de salários e subsídios em atraso em há vários anos e aplicação do Estatuto de Carreira Docente.

Os professores guineenses estiveram em greve entre outubro e janeiro e os alunos das escolas públicas não tiveram aulas durante todo o primeiro período do ano letivo.

Os protestos levaram ao cancelamento de uma série de atividades oficiais.

MSE/MB // PVJ

By Impala News / Lusa

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