Agricultor interrompe greve de fome após visita de secretário de Estado adjunto de António Costa

O agricultor Luís Dias revelou hoje que interrompeu uma greve da fome que durava há 30 dias após o secretário de Estado do primeiro-ministro prometer empenho em resolver o diferendo com o Ministério da Agricultura.

Agricultor interrompe greve de fome após visita de secretário de Estado adjunto de António Costa

Agricultor interrompe greve de fome após visita de secretário de Estado adjunto de António Costa

O agricultor Luís Dias revelou hoje que interrompeu uma greve da fome que durava há 30 dias após o secretário de Estado do primeiro-ministro prometer empenho em resolver o diferendo com o Ministério da Agricultura.

Na mensagem publicada no Twitter, Luís Dias refere que o secretário de Estado adjunto, Miguel Alves, se encontrou com ele e com Maria José Santos na tenda onde passara os últimos 30 dias em greve de fome, prometendo-lhe, com o conhecimento do primeiro-ministro, António Costa, que se empenhará pessoalmente em desbloquear a situação, tendo marcado uma reunião para a próxima segunda-feira.

Face ao “compromisso pessoal” do secretário de Estado e à “garantia de possibilidade de mediação” poder avançar, Luís Dias afirma que ele e Maria José Santos ficaram “sensibilizados com a visita” do governante e com a “promessa de celeridade de procedimentos”, pelo que, em “nome da esperança”, decidiu hoje interromper a greve de fome iniciada em 08 de setembro.

Na mensagem no Twitter, o agricultor diz acreditar que se alcance uma “solução mediada” para o diferendo, ou seja, encontrar “uma solução que permita reerguer” a Quinta das Amoras, onde ele e Maria José Santos empenharam todos os seus recursos, em parceria com o Estado, que financiou o projeto de desenvolvimento agrícola.

“Tudo o que queremos é voltar à normalidade e, se possível, à quinta, contribuindo para o desenvolvimento da nossa região”, salienta Luís Dias, agradecendo todo o “apoio e carinho” que recebeu das pessoas que, ao longo desta sua “infeliz saga”, o visitaram e assinaram uma petição ao Governo em defesa da solução mediada para o problema.

A petição, que juntou mais de 6.000 assinaturas pedia ao primeiro-ministro que promova uma reunião com os agricultores em greve de fome, concretizando o processo de mediação pela Provedoria de Justiça.

No documento, os peticionários afirmavam que seguiam “com preocupação” a greve de fome promovida pelo agricultor Luís Dias, junto à porta da residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, em Lisboa, onde se encontrava numa tenda.

Desde que iniciou a greve de fome, o agricultor Luís Dias foi duas vezes hospitalizado, a última das quais na passada quinta-feira, tendo regressado ao protesto no jardim junto à residência oficial de António Costa.

O proprietário agrícola já tinha estado em greve de fome em frente ao Palácio de Belém, em Lisboa, um protesto que durou cerca de 30 dias e terminou a 06 de junho de 2021, após receber a visita de apoiantes e de falar com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Na altura, o agricultor, de 49 anos, disse que se encontrava em greve “contra a indiferença destrutiva do Estado”, que alega ter prejudicado o seu projeto agrícola, declarando: “A mediação que queremos, é que deem razão seja a quem for, mas que aconteça em tempo útil, porque o tempo útil está a esgotar-se. São oito anos e uma quinta tem plantas que foram morrendo porque o tempo passa e se as coisas não são feitas, as coisas desaparecem e o investimento todo desaparece”.

FC (CMP/HN) // ZO

By Impala News / Lusa

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