Acusação de rebelião mantida contra nove independentistas catalães

O procurador do Supremo Tribunal espanhol mantém a acusação de rebelião, a mais grave, contra nove dos 12 independentistas catalães que estão a ser julgados pelo envolvimento na tentativa de autodeterminação da Catalunha em 2017, foi hoje divulgado.

Acusação de rebelião mantida contra nove independentistas catalães

Acusação de rebelião mantida contra nove independentistas catalães

O procurador do Supremo Tribunal espanhol mantém a acusação de rebelião, a mais grave, contra nove dos 12 independentistas catalães que estão a ser julgados pelo envolvimento na tentativa de autodeterminação da Catalunha em 2017, foi hoje divulgado.

Num documento divulgado hoje, consultado e citado pelas agências internacionais, o procurador pede, nomeadamente, a condenação por rebelião do ex-vice-presidente da Generalitat (governo regional catalão) e líder da Esquerda Republicana da Catalunha, Oriol Junqueras, e a aplicação da sentença máxima, 25 anos de prisão, ou seja, mantém os termos que apresentou antes do início do julgamento dos independentistas, em fevereiro passado.

Após 16 semanas de audiências, e com o aproximar da reta final do julgamento, o Ministério Público confirma igualmente a mesma acusação – que supõe uma “rebelião violenta” — contra outros oito acusados que estão em prisão preventiva.

A defesa dos independentistas argumenta que apenas a polícia recorreu à violência.

Dois dos acusados, Jordi Sanchez e Jordi Cuixart, líderes de associações separatistas no momento da crise política de outubro de 2017, veem mesmo a sentença pedida contra eles a ser aumentada, de 17 para 18 anos de prisão.

Por outro lado, o Ministério Público reduz a sentença exigida contra a ex-presidente do Parlamento catalão, Carme Forcadell, de 17 para 16 anos de prisão.

As sentenças por rebelião contra os outros acusados – Joaquim Forn, Raul Romeva, Josep Rull, Jordi Turull e Dolors Bassa – são mantidas em 16 anos de prisão.

Os advogados do Estado espanhol, que exigem uma condenação pelo crime de sedição, o menos grave, mantêm os termos apresentados anteriormente.

As audiências deste julgamento, classificado como histórico e politicamente sensível, deverão terminar até 12 de junho.

O veredicto é esperado no próximo outono.

Doze dirigentes separatistas catalães estão a ser julgados pelo papel que desempenharam na promoção do referendo de 01 de outubro de 2017 e da posterior declaração de independência da Catalunha.

A 01 de outubro de 2017, o governo regional catalão então liderado por Carles Puigdemont, apoiado desde 2015 por uma maioria parlamentar de partidos separatistas, organizou e realizou um referendo contestado e considerado ilegal pela justiça espanhola.

A consulta pública ficou marcada pela violência exercida pelas forças policiais que tentaram impedir a realização do ato.

A votação teve uma taxa de participação de 43%, dos quais 92% votaram “Sim” à pergunta “Quer que a Catalunha seja um estado independente em forma de república?”.

Puigdemont e a sua equipa governativa decidiram avançar no Parlamento catalão, a 27 de outubro de 2017, com a declaração unilateral de independência de uma “República catalã”.

O Governo espanhol, então liderado por Mariano Rajoy (Partido Popular), reagiu imediatamente e destituiu o executivo regional catalão. Também dissolveu o parlamento regional e colocou a região sob tutela dos serviços centrais de Madrid.

Após vários avanços e recuos judiciais e políticos, o independentista Quim Torra tomou posse em Barcelona, em meados de maio de 2018, como presidente do governo regional da Catalunha.

SCA // ANP

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS