Polícia detém 15 jovens suspeitos de recrutamento para insurgentes

A polícia moçambicana deteve 15 jovens suspeitos de estarem a ser recrutados para grupos rebeldes que aterrorizam o norte de Moçambique há cinco anos, anunciou hoje fonte da corporação.

Polícia detém 15 jovens suspeitos de recrutamento para insurgentes

Polícia detém 15 jovens suspeitos de recrutamento para insurgentes

A polícia moçambicana deteve 15 jovens suspeitos de estarem a ser recrutados para grupos rebeldes que aterrorizam o norte de Moçambique há cinco anos, anunciou hoje fonte da corporação.

Os 15 jovens, com idades entre 18 e 26 anos, foram encontrados com fardamento e algum material militar, reunidos numa casa no bairro Cariacó, na cidade de Pemba, referiu a polícia. 

“Eles alegam que estavam lá a praticar uma seita do islão, o que foi estranho para os vizinhos” que denunciaram o grupo, disse Mário Arnança, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Cabo Delgado. 

A residência onde os jovens se reuniam pertence a um antigo guarda penitenciário, detalhou a PRM, acrescentando que três dos detidos seguiriam depois para uma suposta formação na Tanzânia. 

Mário Arnança agradeceu a colaboração popular e pediu que, além da cidade, toda a província denuncie situações suspeitas. 

“Do mesmo jeito que o bairro Cariacó colaborou com a polícia, gostaríamos que todos os nossos bairros se mantivessem em coesão com as autoridades”, disse o porta-voz da polícia. 

A província de Cabo Delgado enfrenta há cinco anos uma insurgência armada com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico. 

A violência levou a uma resposta militar desde julho de 2021 com apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projetos de gás, mas surgiram novas vagas de ataques a sul da região e na vizinha província de Nampula. 

O conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED. 

LYN // VM

By Impala News / Lusa

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