Polícia brasileira desmantela rede especializada no envio de cocaína para a Europa

Oito pessoas foram presas pela Polícia Federal brasileira, numa operação realizada em várias regiões do país para desmantelar uma rede criminosa especializada no envio de cocaína à Europa.

Polícia brasileira desmantela rede especializada no envio de cocaína para a Europa

Polícia brasileira desmantela rede especializada no envio de cocaína para a Europa

Oito pessoas foram presas pela Polícia Federal brasileira, numa operação realizada em várias regiões do país para desmantelar uma rede criminosa especializada no envio de cocaína à Europa.

Durante a operação foram identificados imóveis avaliados em cerca de 147 milhões de reais (cerca de 22,1 milhões de euros) e apreendidos veículos de luxo no valor estimado de 40 milhões de reais (cerca de 7 milhões de dólares).

A operação envolveu mais de 150 agentes da Polícia Federal que executaram mandados de prisão e de busca em cerca de trinta propriedades localizadas em 15 municípios nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

A Justiça também determinou o bloqueio de três empresas e de contas bancárias de 68 pessoas físicas e jurídicas vinculadas às investigações, que tiveram “movimento suspeito” de cerca de mil milhões de reais (150 milhões de euros) entre 2018 e 2020.

As investigações começaram em 2019, quando foi identificado um sistema para a criação de empresas que comercializavam produtos de origem orgânica e que serviam de fachada para o envio da droga camuflada.

“Eles criaram empresas exportadoras do Brasil e importadores da Europa para fazerem o tráfico de drogas de forma aparentemente legal. Criaram várias empresas para não entrar no radar das autoridades”, asseguraram as autoridades da polícia durante entrevista coletiva.

Em março deste ano, os despachantes aduaneiros brasileiros apreenderam 240 quilos de cocaína num carregamento de papel que se destinava à Europa e nesta quarta-feira outros 300 quilos da droga foram encontrados num carregamento de madeira que tinha como destino o continente europeu.

Além das empresas de fachada criadas para transportar cocaína, a rede branqueava dinheiro em dois postos de combustível e numa pousada, que foram apreendidos pelas autoridades.

 

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