PM de Cabo Verde destaca reforço da internalização da língua portuguesa

O primeiro-ministro de Cabo Verde, país que detém a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), destacou hoje o reforço da internalização da língua portuguesa, alcançado com a celebração, pela primeira vez, do dia mundial.

PM de Cabo Verde destaca reforço da internalização da língua portuguesa

PM de Cabo Verde destaca reforço da internalização da língua portuguesa

O primeiro-ministro de Cabo Verde, país que detém a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), destacou hoje o reforço da internalização da língua portuguesa, alcançado com a celebração, pela primeira vez, do dia mundial.

“Assumimos uma política assertiva para a língua portuguesa visando o reforço do seu papel agregador no seio da CPLP, a sua promoção e difusão como património comum, e o reforço da sua internacionalização”, afirmou, numa mensagem, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, a propósito do primeiro Dia Mundial da Língua Portuguesa, que se assinala hoje.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, na sigla em inglês) oficializou esta data em novembro passado, mas desde 2009 que, em 05 de maio, era comemorado o Dia da Língua e da Cultura Portuguesa, instituído pela CPLP.

Para Ulisses Correia e Silva, a celebração da data, este ano, é “histórica”.

“Cabo Verde enquanto país que detém a presidência ‘pro-tempore’ [temporariamente] da CPLP teve um papel preponderante neste trabalho político-diplomático que envolveu todos os Estados-membros”, reconheceu o primeiro-ministro.

Integram a CPLP, além de Cabo Verde, Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Citado pela agência cabo-verdiana Inforpress, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Abraão Vicente, considerou hoje que a língua portuguesa “jamais será celebrada plenamente” enquanto a língua cabo-verdiana “não for assumida completa e integralmente”.

“Enquanto as instituições não tiverem a coragem política e física de assumirem a língua cabo-verdiana no seu todo e a sua introdução no sistema de ensino não existe a paridade. (…) Nós estamos a cumprir primeiramente a Constituição, porque o artigo 9.º é claro, o Estado tem de criar todas as condições para que a língua cabo-verdiana esteja em paridade com a língua portuguesa”, afirmou.

O português é falado por mais de 260 milhões de pessoas nos cinco continentes, ou seja, 3,7% da população mundial.

É língua oficial dos nove países-membros da CPLP e Macau, bem como língua de trabalho ou oficial de um conjunto de organizações internacionais como a União Europeia, União Africana ou o Mercosul.

PVJ // SR

By Impala News / Lusa

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