O discurso emotivo dos filhos de Jorge Sampaio

Decorrem no Mosteiro dos Jerónimos as cerimónias fúnebres de Jorge Sampaio com cerca de 300 pessoas. Os filhos, Vera e André Sampaio, foram os primeiros a discursar.

O discurso emotivo dos filhos de Jorge Sampaio

O discurso emotivo dos filhos de Jorge Sampaio

Decorrem no Mosteiro dos Jerónimos as cerimónias fúnebres de Jorge Sampaio com cerca de 300 pessoas. Os filhos, Vera e André Sampaio, foram os primeiros a discursar.
  • Decorrem no Mosteiro dos Jerónimos as cerimónias fúnebres de Jorge Sampaio com cerca de 300 pessoas. Os filhos, Vera e André Sampaio, foram os primeiros a discursar.

    “Na nossa relação não existiam barreiras nem bloqueios”, diz Vera Sampaio, ao lado do irmão. Fala no “dia mais triste” e que o pai os ensinou a ser “mais exigentes connosco do que com os outros”.

    “Era um homem bom atento e disponível”, “cultivava a amizade e a camaradagem porque sabia que na vida e na política nada se pode fazer sozinho”, disse.  “O pessimismo que às vezes lhe apontavam revelava prudência e vontade de viver num mundo melhor. Era, ao seu jeito, um optimista.”

    Falou depois André Sampaio, bastante emocionado. “O nosso pai foi popular, sem ser populista. Foi sempre próximo, sem nunca banalizar a proximidade. Foi estadista e cidadão comum. Foi amado, sem gostar de ser venerado. Foi muitas vezes discreto, mas esteve sempre presente. Foi carinhoso, emotivo, atento, próximo e disponível. Foi lutador e pacificador. Sabia ouvir e sabia decidir. Valorizava a convergência, mas também os momentos de divergência. Foi um homem justo, corajoso, mas sem medo de chorar. Foi um homem bom. Foi um pai extraordinário”.

    André deixou ainda, também em nome da irmã, agradecimentos. Primeiro em espanhol, para o rei de Espanha. Depois, aos portugueses e por fim, à mãe. “Profundo agradecimento”: “À nossa mãe”. “Estamos aqui para ti e sempre contigo” termina Vera Sampaio.

    •  Segue-se depois o cortejo para o Cemitério do Alto de São João. A chegada está prevista para as 13h30. No final da cerimónia oficial, apenas a família poderá estar presente.

     

    Em seguida, foram colocadas as insígnias e interpretado o hino nacional, pela Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, com guarda de honra em torno da urna por cadetes das Forças Armadas durante toda a cerimónia.

    Foram então transmitidos nos ecrãs colocados no claustro um excerto do discurso da tomada de posse de Jorge Sampaio como Presidente da República, no parlamento, em 9 de março de 1996, a sua intervenção na CNN sobre Timor-Leste, em dezembro do mesmo ano, e mensagens dos antigos primeiro-ministro e Presidente da República timorenses, Mari Alkatiri e José Ramos Horta.

     

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