«Nunca houve pânico». Os relatos dos passageiros do avião que aterrou de emergência em Madrid

Problemas no trem de aterragem e no motor obrigaram o piloto a regressar ao aeroporto de Madrid.

«Nunca houve pânico». Os relatos dos passageiros do avião que aterrou de emergência em Madrid

«Nunca houve pânico». Os relatos dos passageiros do avião que aterrou de emergência em Madrid

Problemas no trem de aterragem e no motor obrigaram o piloto a regressar ao aeroporto de Madrid.

Um avião da Air Canada, com 128 passageiros a bordo, foi obrigado a aterrar de emergência, na passada segunda-feira, depois de ter descolado do aeroporto de Madrid-Barajas com destino a Toronto, no Canadá, devido a problemas no trem de aterragem e, também, no motor do avião. Os passageiros que seguiam a bordo relataram os momentos vividos no interior da aeronave e sublinharam que a tripulação manteve-os sempre informados de toda a situação.

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A viagem devia demorar cerca de nove horas, mas acabou por durar apenas metade disso. O Boeing 767 não chegou a sair de Madrid e andou ás voltas no céu da capital espanhola a queimar combustível para que fosse possível levar a cabo uma aterragem de emergência.

Os passageiros relatam que os primeiros 20 minutos foram os piores. «Tudo abanava», revelam. Nunca faltou rede no avião. Durante as quatro horas, os passageiros conseguiram comunicar com as famílias através do WhatsApp e tiveram, também, acesso às notícias que se escreviam sobre a situação. Factor que contribuiu para aumentar a ansiedade dentro da aeronave.

Eduardo Iñigo contou ao El País que achou estranho conseguir ver as pessoas a passear na Gran Vía e percebeu que o avião estava a voar baixo e a perder altitude. «Era como se estivéssemos a cruzar o Atlântico, mas sobrevoando Madrid», disse.

«Neste momento estamos a dirigir-nos ao Aeroporto de Barajas e vamos voltar a Madrid para aterrar, porque tivemos um pequeno problema numa das rodas do avião na descolagem (…) pedimos muita calma e muita paciência», soou, finalmente, o alerta do piloto.

As explicações nunca falharam. Ao El Mundo, uma das passageiras que seguia na aeronave disse que os pilotos «explicaram sempre o que estava a acontecer e, ainda que tenha havido algum nervosismo, nunca houve pânico». Havia a ver séries, outras a ler, tentando manter a maior calma possível. Toñi Ballesteros, esposa de um dos passageiros, conta à imprensa espanhola que foi o marido a acalmá-la enquanto ainda sobrevoava Madrid.

Conta o El País que os piores momentos foram o princípio e o fim da viagem. Depois de serem feitos os primeiros avisos, a tranquilidade foi-se impondo a pouco e pouco. O alívio só chegou, finalmente, quando o avião pousou. «Abanou tudo, mas chegámos sãos e salvos», relatou um dos funcionários à imprensa.

À espera no terminal 1 estavam várias famílias rodeadas pelo enorme aparato de ambulâncias e polícias espalhados pelo aeroporto. «Estou muito contente por estar viva», disse à imprensa uma das passageiras.

«Bem-vindos a Barcelona! Madrid, desculpem, Madrid»

Concluída a aterragem, o comandante, cuja identidade permanece em mistério, dá novamente o ar da sua graça ao microfone, dizendo: «Bem-vindos a Barcelona», situação que provocou gargalhadas no interior de toda a aeronave. Contudo, o erro foi prontamente corrigido: «Madrid, desculpem, Madrid», terá dito.

A identidade do piloto está por revelar. A Air Canada não terá autorizado a sua divulgação. Mesmo com a sua identidade em segredo, este piloto está a ser visto como um herói. «O avião aterrou de forma perfeita, sem se desviar nem abanar. Reto. O piloto é um craque», afirmou um funcionário do aeroporto ao La Vanguardia.

O dia em que o FlightRadar24 caiu

Todos os dias há aterragens de emergência como esta pelo mundo inteiro. Contudo, vários fatores contribuíram para que este caso ganhasse uma maior exposição mediática conseguindo, mesmo, algo nunca antes visto. O servidores do FlightRadar24, o site mais popular de acompanhamento radar, caíram o o site esteve em baixo. Tudo isto devido ao alto número de pessoas que tentavam aceder para conseguirem acompanhar o trajeto do Boeing 767.

Texto: Joana Ferreira

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