Novos contratos de concessão de blocos petrolíferos em Angola também vão permitir exploração de gás

Os contratos de concessão dos dez blocos petrolíferos nas bacias do Namibe e Benguela vão permitir aos operadores explorar o gás natural encontrado, afirmou hoje em Londres a administradora da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) Natacha Massano.

Novos contratos de concessão de blocos petrolíferos em Angola também vão permitir exploração de gás

Novos contratos de concessão de blocos petrolíferos em Angola também vão permitir exploração de gás

Os contratos de concessão dos dez blocos petrolíferos nas bacias do Namibe e Benguela vão permitir aos operadores explorar o gás natural encontrado, afirmou hoje em Londres a administradora da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) Natacha Massano.

“Os novos contratos vão permitir aos operadores explorar o gás encontrado”, afirmou aos jornalistas, à margem de uma apresentação a potenciais investidores das concessões, que deverão começar a receber propostas de exploração em outubro.

Até à entrada em vigor do decreto 7/18 publicado em maio do ano passado, todo o gás encontrado nas explorações petrolíferas em Angola pertencia ao Estado, o que estava a retirar o interesse aos investidores, admitiu a responsável.

O novo quadro jurídico determina que o acordo de produção é inicialmente emitido para a exploração de petróleo, mas incorpora uma provisão para o gás, com termos fiscais que podem ser aplicados automaticamente.

Natacha Massano vincou que Angola quer promover a produção de gás natural, não só para o uso doméstico e aplicação, por exemplo, na atividade industrial, aliviando o uso do diesel, mas também para fornecer o mercado regional.

“O gás é uma fonte de energia muito poderosa”, vincou.

A ANPG fez hoje em Londres a terceira apresentação, depois de Luanda e Houston (EUA), das concessões relativas aos blocos das bacias marítimas de Benguela (Bloco 10) e do Namibe (Blocos 11, 12, 13, 27, 28, 29, 41, 42 e 43).

O lançamento oficial do concurso vai ser feito em 02 de outubro e as propostas podem ser submetidas a partir de dia 03 de outubro e até ao dia 12 de novembro.

O fim da avaliação e qualificação de empresas está marcado para 28 de dezembro e no dia 17 de janeiro de 2020 serão anunciadas as empresas vencedoras.

Sucede-se uma fase de negociação, que durará até 27 de março, prevendo-se a assinatura dos contratos até 30 de abril de 2020.

Entre a fase de descoberta do recurso e a fase de produção decorrem geralmente cerca de cinco anos.

Angola chegou a atingir uma produção recorde de um milhão e 900 mil barris de petróleo por dia, em finais de 2008, mas atualmente não ultrapassa um milhão e 400 mil barris.

BM (RCR) // VM

By Impala News / Lusa

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