Morreu Fleury Filho, governador na época do maior massacre de presos do Brasil

O brasileiro Luiz Antônio Fleury Filho, governador de São Paulo na altura do massacre do Carandiru, no qual 111 reclusos foram mortos pela polícia em 1992, morreu hoje com 73 anos de idade, anunciou fonte partidária.

Morreu Fleury Filho, governador na época do maior massacre de presos do Brasil

Morreu Fleury Filho, governador na época do maior massacre de presos do Brasil

O brasileiro Luiz Antônio Fleury Filho, governador de São Paulo na altura do massacre do Carandiru, no qual 111 reclusos foram mortos pela polícia em 1992, morreu hoje com 73 anos de idade, anunciou fonte partidária.

O Movimento Democrático Brasileiro (MBD), o partido de Fleury Filho, anunciou a sua morte sem ter avançado com mais pormenores.

Fleury Filho governou São Paulo, o estado mais rico e populoso do Brasil, entre 1991 e 1994, num mandato que foi marcado pelo escândalo do massacre do Carandiru, o mais grave massacre prisional do país.

Durante um dos julgamentos realizados para determinar a responsabilidade, Fleury Filho assegurou que a ordem para matar os reclusos não veio dele, mas justificou a ação da polícia, assegurando que a sua intervenção “era absolutamente necessária e legítima” para conter um motim.

Dezenas de prisioneiros foram abatidos a tiro em 02 de outubro de 1992 enquanto estavam trancados nas suas celas, o que resultou em 111 mortes.

De acordo com a análise forense, os mortos foram baleados um total de 515 vezes, incluindo 126 na cabeça, o que os grupos de direitos humanos acreditam ser a prova de que foram sumariamente executados.

No total, 74 polícias foram condenados pelo massacre, mas 30 anos após os acontecimentos, nenhum deles foi preso graças a manobras judiciais.

O Congresso dos Deputados está atualmente a considerar um projeto de lei que propõe uma ampla amnistia para todos os agentes da polícia condenados pelo massacre.

O Presidente Jair Bolsonaro, que deixará o cargo a 01 de janeiro de 2023, defendeu em muitas ocasiões os polícias condenados pelo Carandiru, bem como as ações de Fleury Filho.

 

CAZM/VM // VM

By Impala News / Lusa

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