Missão de observação eleitoral

Missão de observação eleitoral “Votar Moçambique” critica atrasos na votação

A coligação de organizações não-governamentais (ONG) “Votar Moçambique” criticou hoje atrasos na abertura das mesas de voto para as eleições autárquicas, considerando que a situação pode prejudicar o exercício do direito de voto.

“É preocupante que continuem a acontecer atrasos na abertura das mesas de voto, até mesas de voto que estão na cidade de Maputo abriram tarde”, declarou Paulo

Monjane, da plataforma de observação eleitoral “Votar Moçambique”, falando hoje em conferência de imprensa.

Paulo Monjane criticou ainda a falta de preparação de alguns membros de mesas de voto, referindo a existência de casos de agentes eleitorais que não sabem ler.

“Continua a acontecer uma fraca preparação dos membros das mesas de voto e isso tem implicações na possibilidade de as pessoas participarem”, declarou.

Num comunicado lido e distribuído à imprensa, a “Votar Moçambique” assinala que o atraso e lentidão na votação provocaram incidentes de violência em várias assembleias de voto pelo país.

“Na Escola Industrial de Nampula, mesa 03001/1, verificaram-se confrontos físicos e violência verbal entre eleitores, saldando-se em oito feridos, devido à lentidão do processo de votação, o assunto depois se resolveu”, afirmou Felicidade Xerindza, reverenda da Igreja Presbiteriana de Moçambique, que leu o comunicado.

Na Escola Primária Completa da Polana-Caniço B, a votação ainda não tinha começado até às 8:30, ou seja, uma hora e meia depois da hora oficialmente marcada para o início do exercício.

Apesar do que considera “deficiências”, a coligação “Votar Moçambique” assinala que, no global, a votação decorreu normalmente durante as primeiras horas da manhã.

Hoje, 3.910.712 eleitores escolhem presidentes dos 53 municípios moçambicanos e respectivos membros de assembleias.

O STAE montou 5.459 assembleias municipais e recrutou 38.213 membros das mesas de voto.

Estão credenciados cinco mil observadores nacionais e 250 estrangeiros e mil jornalistas nacionais e estrangeiros.

PMA // PJA

By Impala News / Lusa

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