Ministério Público recusa autópsia a homem de 65 anos que morreu nas urgências

José Ferreira, doente pulmonar crónico, deu entrada na urgência do Hospital de Lamego por volta das 14h00 de segunda-feira com dificuldade respiratória.

Ministério Público recusa autópsia a homem de 65 anos que morreu nas urgências

Ministério Público recusa autópsia a homem de 65 anos que morreu nas urgências

José Ferreira, doente pulmonar crónico, deu entrada na urgência do Hospital de Lamego por volta das 14h00 de segunda-feira com dificuldade respiratória.

Foi no início desta semana que José Ferreira morreu nos braços da mulher depois de ter esperado durante seis horas para ser atendido por um médico, no Hospital de Lamego, mesmo tendo-lhe sido atribuída a pulseira amarela que implica que o dente seja visto por um médico no prazo máximo de uma hora.

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José Ferreira, doente pulmonar crónico, deu entrada na urgência do Hospital de Lamego por volta das 14h00 de segunda-feira com dificuldade respiratória. Os familiares pediram ajuda após o homem vomitar, mas o pessoal de serviço terá dito que teria de aguardar. José Ferreira acabou por sucumbir na sala de espera pelas 20h00.

Ordem dos Médicos já pediu explicações

A Ordem dos Médicos já pediu explicações à administração do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) na sequência do caso da morte do homem de 65 anos no Hospital de Lamego.  O conselho de administração da unidade já garantiu que vai abrir um processo de inquérito, sublinhando que nesse dia houve um pico na afluência de doentes muito urgentes e urgentes à urgência de Lamego.

Em declarações à TSF, Paula Vaz Marques, diretora clínica do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes classificou o caso como «estranho», sublinhando que os médicos são quem mais pretende ver o caso explicado. «Ninguém fica satisfeito quando sabe que aconteceu uma morte numa sala de espera antes de o doente ter sido observado pelo médico. Não fico satisfeita e, por isso mesmo, somos nós os primeiros a querer averiguar exatamente o que se passou», disse.

«Estavam cinco médicos de serviço. Temos um plano de contingência, um serviço de urgência preparado para este tipo de situações em que existem mais médicos destacados precisamente neste período de maior afluência e aquilo que gostaríamos de transmitir é que o CHTMAD reafirma que consegue dar resposta à população que serve», alegou ainda.

Ministério Público disse que «não havia necessidade» de fazer autópsia

A diretora clínica disse ainda esperar que tudo seja esclarecido com o inquérito que já está em curso, mesmo sem que tenha havido uma autópsia. «O hospital pediu autópsia, mas o Ministério Público afirmou que não havia necessidade. Isso já é uma coisa que não depende de nós. Se o doente já tiver muitas doenças em que seja possível morrer inesperadamente de uma delas, provavelmente não será necessário pedir autópsia», justificou.

Texto: Joana Ferreira

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