Mathieu sobre ataque em Alcochete: «Ainda hoje, no fim dos jogos, penso nesse dia»

O dia 15 de maio de 2018 ficará para sempre na memória de Mathieu – defesa central do Sporting – e um dos presentes na Academia de Alcochete, no dia do ataque. «Estávamos em choque com o comportamento destes indivíduos.

Mathieu sobre ataque em Alcochete: «Ainda hoje, no fim dos jogos, penso nesse dia»

Mathieu sobre ataque em Alcochete: «Ainda hoje, no fim dos jogos, penso nesse dia»

O dia 15 de maio de 2018 ficará para sempre na memória de Mathieu – defesa central do Sporting – e um dos presentes na Academia de Alcochete, no dia do ataque. «Estávamos em choque com o comportamento destes indivíduos.

O dia 15 de maio de 2018 ficará para sempre na memória de Mathieu – defesa central do Sporting – e um dos presentes na Academia de Alcochete, no dia do ataque. «Estávamos em choque com o comportamento destes indivíduos. Não havia muito a fazer. Este dia ficará para sempre na minha memória. Questionado sobre de que forma o afetou, o jogador francês revela: «Naquele dia liguei logo a minha mulher, não sabia se ia voltar a casa. Não me esqueço do medo que senti. Ainda hoje, no fim dos jogos, penso nesse dia», Mathieu.

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O defesa central, de 36 anos, que joga pelo Sporting há três anos, foi a terceira testemunha desta segunda-feira, 9 de dezembro, no julgamento do ataque à Academia de Alcochete, que decorre no Tribunal do Monsanto. Relativamente às confusões entre jogadores e adeptos que ocorreram no jogo Sporting-Marítimo, Mathieu lembra: «Não estive muito tempo junto dos adeptos. Somos humanos, houve alguma confusão e ouvimos algumas coisas que não gostamos. Cada pessoa tem o seu carater, eu não respondi, mas alguns colegas meus responderam e isso criou alguma confusão. Considero-me inteligente o suficiente para não responder.»

No Funchal, este clima entre jogadores e adeptos continuou?, questiona a procuradora. «Quando chegámos à porta de embarque, um individuo estava à procura de alguns jogadores. Houve confusão entre esse indivíduo e o Battaglia e o Acuña, mas eu entrei pela porta de embarque e segui» Quantos individuos procuravam os jogadores? «Só vi uma pessoa» Quem? «De nome, não sei. Nunca o tinha visto.» Recorda-se da véspera da ida dos adeptos à Academia, ter estado presente numa reunião – dia 14 – com os jogadores e equipa técnica?, prossegue a procuradora. «Houve duas reuniões. Participei nas duas», explica Mathieu, referindo que não foram no mesmo dia.

A procuradora coloca ainda questões sobre o tema da reunião do dia 14 de maio. «Em algumas reuniões anteriores tinha visto o presidente agitado, muitas vezes a discutir com o Rui Patricio e o William. Nesta, falou de forma calma e pausada, sobre sermos uma família e falou com o Bataglia sobre a discussão no aeroporto, que foi tida com o adepto que era chefe da claque [Fernando Mendes]».

Texto: Sílvia de Abreu

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