Mais 9 casos de infeção pelo vírus Monkeypox confirmados em Portugal

Mais nove casos de infeção pelo vírus Monkeypox foram confirmados em Portugal, totalizando 14, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde, adiantando que estão a ser feitos inquéritos epidemiológicos para identificar cadeias de transmissão e potenciais novos casos.

Mais 9 casos de infeção pelo vírus Monkeypox confirmados em Portugal

Mais 9 casos de infeção pelo vírus Monkeypox confirmados em Portugal

Mais nove casos de infeção pelo vírus Monkeypox foram confirmados em Portugal, totalizando 14, anunciou hoje a Direção-Geral da Saúde, adiantando que estão a ser feitos inquéritos epidemiológicos para identificar cadeias de transmissão e potenciais novos casos.

A DGS adianta, em comunicado, que os casos identificados de Monkeypox se mantêm em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis. Os novos casos foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) ao final da tarde de hoje, existindo ainda duas amostras em análise. Relativamente aos restantes casos suspeitos, a DGS refere que as amostras ainda serão remetidas para análise pelo INSA. Neste momento, afirma no comunicado, “decorrem ainda os inquéritos epidemiológicos, com o objetivo de identificar cadeias de transmissão e potenciais novos casos e respetivos contactos”. A autoridade de saúde apela às pessoas que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, para procurar aconselhamento clínico.

Linha telefónica para denunciar crianças em perigo recebeu 2.550 chamadas em dois anos
A linha telefónica para denunciar crianças em situação de perigo ou risco recebeu 2.550 chamadas em dois anos, sendo algumas graves e desconhecidas, segundo a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção de Crianças e Jovens (… continue a ler aqui)

Recomenda ainda que, “perante sintomas suspeitos, o indivíduo deverá abster-se de contactos físicos diretos”, explicando que “a abordagem clínica não requer tratamento específico, sendo a doença habitualmente autolimitada em semanas”. Em declarações ao início da tarde aos jornalistas, no Porto, a diretora do Programa Nacional para as Infeções Sexualmente Transmissíveis e VIH confirmou que os cinco primeiros casos confirmados foram detetados numa clínica ligada a doenças sexualmente transmissíveis em homens jovens com idades entre os 20 e os 50 anos. “Foram identificados em contexto de atendimento numa clínica de doenças sexualmente transmissíveis porque apresentavam lesões genitais. É verdade que são casos de homens que têm sexo com homens, mas essa pode só ter sido a forma como foi dado o alerta. Ainda não sabemos mais. Não está descrita, classicamente, a via de transmissão sexual [como passível de causar esta infeção], mas há transmissão por contacto próximo, íntimo e prolongado”, descreveu Margarida Tavares.

“Foram identificados em contexto de atendimento numa clínica de doenças sexualmente transmissíveis porque apresentavam lesões genitais”

Todas as situações, frisou, estão localizadas na região de Lisboa e Vale do Tejo. “Mas para já não sabemos se existe relação. E sim, pode haver dispersão pelo país”, acrescentou. O vírus Monkeypox é do género Ortopoxvírus (o mais conhecido deste género é o da varíola) e a doença é transmissível através de contacto com animais, ou ainda contacto próximo com pessoas infetadas ou com materiais contaminados. A doença é rara e, habitualmente, não se dissemina facilmente entre os seres humanos. Esta é a primeira vez que é detetada em Portugal infeção pelo vírus Monkeypox. Em 2003 foram reportados nos Estados Unidos da América algumas dezenas de casos. Também o Reino Unido reportou, recentemente, casos semelhantes de lesões ulcerativas, com a confirmação de infeção por vírus Monkeypox. A DGS e o INSA mantêm-se a acompanhar a situação a nível nacional e em articulação com as instituições europeias.

 

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