Mais de 570 bombeiros combatem fogo de Castro Marim. 58 pessoas retiradas de casa

Cerca de 600 bombeiros combatem o fogo de Castro Marim, apoiados por 204 viaturas e três meios aéreos que tentam reduzir o perímetro de 30 km deste incêndio. Três bombeiros ficaram feridos

Mais de 570 bombeiros combatem fogo de Castro Marim. 58 pessoas retiradas de casa

Mais de 570 bombeiros combatem fogo de Castro Marim. 58 pessoas retiradas de casa

Cerca de 600 bombeiros combatem o fogo de Castro Marim, apoiados por 204 viaturas e três meios aéreos que tentam reduzir o perímetro de 30 km deste incêndio. Três bombeiros ficaram feridos

Cerca de 600 bombeiros combatem o incêndio de Castro Marim, no Algarve, que já chegou aos concelhos de Vila Real de Santo António e de Tavira. “Foram deslocadas 58 pessoas para as zonas de apoio à população”, em povoados dispersos e em diferentes pontos do teatro de operações, confirmou à Lusa fonte do comando regional da Proteção Civil.

Além destas, “houve mais pessoas que se deslocaram pelos seus próprios meios para casa de familiares e amigos”, acrescentou. Foram criadas duas zonas de apoio à população, no Azinhal, Castro Marim, e em Tavira.

Incêndio progredia com uma “rapidez fulminante”

A Via do Infante (A22) mantém-se encerrada entre Tavira e Monte Gordo e na Nacional 125 a circulação continua condicionada, em ambos os sentidos, para que os bombeiros consigam aceder rapidamente aos locais onde as chamas não dão tréguas – muito por causa do vento forte e das altas temperaturas, que aliadas ao pouco arrefecimento noturno estão a dificultar o combate às chamas.

O incêndio, que progredia com uma “rapidez fulminante”, de acordo com um balanço realizado antes da meia-noite, mantém-se “ativo com intensidade”, estando o reforço de meios a ser concentrado “na frente sul e no flanco direito, na zona sudoeste”, precisou a mesma fonte.

No combate às chamas três bombeiros ficaram feridos. Um deles, comandante da corporação de Algés, incluído num grupo de reforço, que sofreu queimaduras e foi transportado de helicóptero para Lisboa.

O fogo já tinha entrado nos concelhos de Tavira e Vila Real de Santo António ao início da noite, sendo a prioridade dos bombeiros travar a expansão a sul, onde existe mais população, disse, no último balanço, antes da meia-noite, o comandante das operações.

O incêndio deflagrou à 1h05 de segunda-feira e chegou a ser dado como dominado pelas 10h20, mas o “quadro meteorológico severo”, com altas temperaturas e vento, estiveram na origem de uma “reativação muito forte, em pleno período crítico do dia, junto à cabeça/flanco direito do incêndio original, e este ficou rapidamente fora da capacidade de extinção”, explicou o comandante operacional regional de Faro, Richard Marques.

“Para termos ideia, estamos a falar de um incêndio que evolui dois quilómetros por hora, o que representa uma taxa de expansão média de 200 hectares por hora, sendo que nas últimas horas, nas horas subsequentes à reativação, este valor foi o dobro, portanto estamos a falar de um incêndio que evolui com rapidez fulminante”, disse.

Pelas 11h00, as autoridades farão um novo ponto da situação, no Azinhal, no concelho de Castro Marim.

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