Jogatina futurista: os jogos de vídeo na mesa de apostas

Os jogos de vídeo estão em ascensão já há anos. Toda uma geração de jovens adultos não estranha quando lhe mencionam nomes estrangeiros como Counter Strike, League of Legends, Dota 2, entre outros.

Jogatina futurista: os jogos de vídeo na mesa de apostas

Jogatina futurista: os jogos de vídeo na mesa de apostas

Os jogos de vídeo estão em ascensão já há anos. Toda uma geração de jovens adultos não estranha quando lhe mencionam nomes estrangeiros como Counter Strike, League of Legends, Dota 2, entre outros.

Essa ascensão não é observada apenas na popularidade das plataformas de download, nem no costume doméstico de divertir-se com videojogos: cada vez mais, os joguinhos estão a integrar o centro das atenções no mundo das apostas desportivas.

Nesse âmbito, são chamados desportos eletrónicos ou “e-Sports”. Hoje, os campeonatos de e-Sports ajudam a promover as desenvolvedoras desses jogos, com equipes profissionais e grandes prémios – afinal, é a indústria de entretenimento mais lucrativa do mundo.

Algumas casas de apostas pioneiras, como Betway apostas desportivas, já trazem mercados de apostas para essas modalidades. No entanto, as incertezas trazidas à economia mundial pela pandemia de 2020 abriram os olhos mesmo dos operadores retardatários ou mais conservadores para o potencial dos e-Sports.

Apostas remotas, jogos também

Os casinos e casas de apostas online já são um negócio em plena atividade, pelo menos desde o começo dos anos 2000. Desde lá, vêm adaptando-se às tecnologias mais avançadas e aos novos hábitos de consumo dos clientes – como a febre dos telemóveis, relativamente recente.

Porém, a chegada da pandemia da COVID-19 potencializa com força máxima um aspecto crucial dessas casas: o jogo remoto. Afinal de contas, as medidas de distanciamento social estão longe de serem inteiramente abolidas.

De facto, a criação de uma conta virtual e um simples depósito é tudo que um fã de desportos precisa para consumar suas apostas. A única outra coisa que falta são… os desportos.

A Bundesliga alemã, a sul coreana e os desportos de Taiwan já voltaram a ser realizados. Também começam a ser esquematizados os retornos dos futebolistas espanhóis e ingleses. Porém, as restrições são imensas – jogos sem plateia, quarentenas de equipas que detectem algum contágio –, e ainda estão longe de serem afastadas.

Por isso, casas de apostas online estão a recorrer tanto aos desportos virtuais quanto aos desportos electrónicos para superar esse momento de pouca liquidez de caixa – e poucas atrações.

Desportos virtuais e e-Sports

Os nomes “desportos virtuais” e “desportos electrónicos” são similares, mas não caracterizam a mesma coisa.
Os desportos virtuais são simulações que determinados operadores de apostas oferecem à clientela: eles incorporam as estatísticas dos times dos desportos reais, transformados em variáveis. Um computador cria uma simulação baseada nisso, e a isso dá-se o nome de “partida” – claramente, é o que temos em tempos de pandemia, mas fica aquém dos desportos reais.

Já os desportos electrónicos são os e-Sports, que mencionamos pouco acima. Os torneios são populares entre fãs do segmento, mas são poucas as casas de apostas que listam muitas modalidades desses desportos.

No entanto, grandes operadores estão a rever essa seletividade com os e-Sports, já que muitos dos torneios desse tipo de desporto podem ser realizados remotamente, sem abrir oportunidades para contágio entre atletas, equipas técnicas ou público.

Las Vegas

Las Vegas é um dos maiores exemplos de mudanças direcionadas ao digital em tempos de COVID-19. Um terço da economia da cidade norte-americana deriva da indústria de entretenimento e hotelaria.

Os hotéis da cidade prometem ficar fechados ainda em meio à abertura gradual das atividades económicas, assim como bufês alimentícios, casas noturnas e centros de convenção. A diretoria de controlo de jogos do estado de Nevada, onde fica a cidade, criou diretrizes para adaptar as atividades de casinos – e que reforçam a força do potencial dos e-Sports.

Conforme as diretrizes, as casas de jogos deverão limitar as atividades a 50% de seu potencial habitual, além de incorporar novas políticas de limpeza e de isolamento. Por outro lado, liberaram as apostas em torneios de e-Sports, que eram mais restritas.

Com isso, Counter Strike, League of Legends e eNASCAR (simulador de corridas) já são categorias vigentes em muitos operadores de jogos da cidade. Com a limitação de fontes de renda, a tendência é que essa atividade se expanda nos próximos meses.

Além disso, os casinos conjecturam as condições para retomar os jogos. O aumento da aposta mínima é uma das medidas aventadas para “contornar” a restrição da quantidade de jogadores por mesa e a subtração de máquinas de slots para abrir espaço.

Em Macau, território chinês que é o epicentro dos casinos mundiais, a autoridade que inspeciona os jogos constatou em relatório de 1º de maio uma queda de receita com as diversões de casino da ordem de 96,8%.

Se levarmos em conta que a China foi um dos primeiros focos da pandemia no mundo e que é um dos países em que a situação anda mais “normal”, é de se imaginar que todas as adaptações que se mostrarem úteis para retomar as atividades serão bem-vindas – em especial, as alternativas digitais, que já estão aí.

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