Gráfica nacional timorense começa a imprimir boletins de voto para presidenciais

A gráfica nacional timorense começou hoje o processo de impressão de cerca de 945 mil boletins de voto que vão ser usados para as eleições presidenciais de 19 de março, as mais concorridas de sempre.

Gráfica nacional timorense começa a imprimir boletins de voto para presidenciais

Gráfica nacional timorense começa a imprimir boletins de voto para presidenciais

A gráfica nacional timorense começou hoje o processo de impressão de cerca de 945 mil boletins de voto que vão ser usados para as eleições presidenciais de 19 de março, as mais concorridas de sempre.

“A impressão é rápida e antecipamos que em três dias acabamos a impressão. Mas na numeração e verificação vai demorar mais algum tempo”, disse à Lusa Jaime Correia, presidente da Imprensa Nacional.

“Os boletins vão ser numerados e depois verificados um a um para garantir que não há qualquer problema. Se houve será feita a reimpressão desses boletins”, afirmou, explicando que só depois disso começará a encadernação, em livros de 50 boletins de voto cada.

Responsáveis dos órgãos eleitorais, representantes das 16 candidaturas e jornalistas acompanharam hoje o início do processo de impressão, com os primeiros testes às chapas a utilizar e à comprovação das cores.

“A lei determina que devem ser impressos o mesmo número de boletins de votos que eleitores, mais 10%. Com cerca de 859 mil eleitores, implica que vamos imprimir cerca de 945 mil boletins”, explicou à Lusa Acilino Manuel Branco, diretor-geral do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE).

O responsável disse que “o processo completo de produção demora até 14 dias”, inclui o processo de impressão, verificação e empacotamento antes da gráfica entregar ao STAE os boletins, que serão depois distribuídos pelos centros de votação em todo o país e no estrangeiro.

Alguns materiais já começaram a ser transportados para os municípios, mas o material considerado “sensível”, incluindo boletins de votos, urnas e tinta indelével que marcam os dedos de quem votou, será distribuído a 11 de março.

José Belo, presidente da Comissão Nacional de Eleições, explicou à Lusa que o nome, símbolo e imagem de cada um dos candidatos foram decididos pelas candidaturas, com um representante de cada uma a assinar um exemplar do boletim.

“Tivemos uma reunião com debate forte e dinâmico, alguns quiseram trocar os nomes e símbolos e assim podemos garantir um boletim com que todos concordam”, disse Belo, explicando que no sábado os candidatos ou seus representantes voltam a reunir-se para fechar o calendário de campanha.

Isabel Ferreira, número um no boletim de voto, é a única sem símbolo, com seis candidatos a escolherem uma versão mais curta do nome ou uma alcunha: Cikiliras Aihai, Ângela Freitas, Milena Pires, Antero Benedito, Tony Duarte e Assanami.

Rogério Lobato escolheu um galo como símbolo e outros candidatos escolheram símbolos da sua campanha, com Constâncio Pinto a aparecer numa foto com o proclamador da independência unilateral de Timor-Leste, Xavier do Amaral, e o ex-presidente José Ramos-Horta a aparecer numa foto com Xanana Gusmão, presidente do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor, partido que apoia a sua candidatura.

O boletim inclui três símbolos partidários, o do Partido Democrático da República Timor-Leste, na candidatura de Anacleto Bento Ferreira, o da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente, na do atual chefe de Estado, Francisco Guterres Lú-Olo, e o do Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO), ao lado da foto de Armanda Berta dos Santos.

A campanha eleitoral começa a 02 de março e a primeira volta das presidenciais está marcada para 19 de março.

 

ASP // VQ

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS