Governo diz que exumação dos restos mortais de Savimbi não terá honras de Estado

O Governo angolano garante que “estão criadas as condições” para a exumação dos restos mortais do antigo líder da UNITA, Jonas Savimbi, mas avisa que o funeral do fundador do maior força da oposição “não terá honras de Estado”.

Governo diz que exumação dos restos mortais de Savimbi não terá honras de Estado

Governo diz que exumação dos restos mortais de Savimbi não terá honras de Estado

O Governo angolano garante que “estão criadas as condições” para a exumação dos restos mortais do antigo líder da UNITA, Jonas Savimbi, mas avisa que o funeral do fundador do maior força da oposição “não terá honras de Estado”.

A posição foi transmitida pelo ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente angolano, Pedro Sebastião, que falava aos jornalistas, na quarta-feira, sobre o funeral de Jonas Savimbi, morto em combate, em 2002.

“Uma vez que o antigo presidente da União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA) não pertencia à família governamental quando faleceu”, justificou o governante, em declarações hoje difundidas pela comunicação social angolana.

Pedro Sebastião frisou que não existem razões para se fazer paralelismos com o recente (2017) funeral de Estado do general Arlindo Chenda Pena “Ben-Ben”, antigo chefe-adjunto do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA) e ex-comandante do antigo exército da UNITA, cujos restos mortais permaneciam desde 1998 na África do Sul.

A 21 de dezembro último, o Presidente angolano, João Lourenço, referiu que o Governo estava preparado para, “a qualquer momento”, exumar os restos mortais de Jonas Savimbi e trasladá-los para o local escolhido pela família e pela UNITA, mas denunciando então o “silêncio” do partido da oposição.

Na ocasião, numa conferência de imprensa, João Lourenço sublinhou não perceber a insistência da UNITA, quando é o próprio partido do ‘Galo Negro’ que está a “vacilar” nessa vontade.

“Estamos preparados para, a qualquer momento, depositar os restos mortais [de Jonas Savimbi] onde quiserem. Mas a UNITA pede-nos calma. Muitas famílias gostariam da ajuda do Estado para localizar, exumar e transladar os familiares [que morreram durante o conflito angolano, entre 1975 e 2002], afirmou.

“A UNITA está a atrasar o processo”, acrescentou João Lourenço, que explicou que, após tomar posse como chefe de Estado, em setembro de 2017, o líder do partido do ‘Galo Negro’, Isaías Samakuva, lhe deu conta da situação e pediu celeridade no processo.

Na altura, acrescentou, disse ter procurado inteirar-se da situação e reativado a comissão de acompanhamento do processo, que juntava uma delegação do Governo, outra da UNITA e a família de Jonas Savimbi.

Hoje, em comunicado, a direção da UNITA declarou 2019 como “ano da consagração da memória” do líder histórico e fundador Jonas Savimbi, decisão tomada na primeira reunião deste ano do Secretariado Executivo do Comité Permanente do partido.

DYAS (JSD) // PVJ

By Impala News / Lusa

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