Governador do Cuanza Sul defende expropriação de fazendas sem atividade em Angola

O governador do Cuanza Sul, Job Capapinha, defendeu as potencialidades agrícolas desta província angolana, apelando à definição de uma estratégia que permita a expropriação das fazendas sem atividade.

Governador do Cuanza Sul defende expropriação de fazendas sem atividade em Angola

Governador do Cuanza Sul defende expropriação de fazendas sem atividade em Angola

O governador do Cuanza Sul, Job Capapinha, defendeu as potencialidades agrícolas desta província angolana, apelando à definição de uma estratégia que permita a expropriação das fazendas sem atividade.

Durante uma reunião do governo local com o Presidente da República, João Lourenço, que iniciou hoje uma visita de dois dias ao Cuanza-Sul, Job Capapinha destacou as excelentes potencialidades económicas e produtivas da região, salientando o crescimento de áreas como a agroindústria e a aquicultura, mas apontou também constrangimentos no setor agrícola.

O governador destacou a aposta na afirmação da agricultura e pecuária, com destaque para as produções de café, arroz, algodão e o desenvolvimento da fileira industrial do milho e gado, apelando “à definição e execução de uma estratégia que resulte na expropriação de fazendas agrícolas que se mantêm inoperantes”.

No retrato da província que apresentou, durante a manhã, ao Presidente da República, o governador do Cuanza Sul disse também que o cenário macroeconómico vivido no país “desacelerou a execução de muitos projetos necessários ao desenvolvimento da província”, nomeadamente no setor da educação e saúde onde se regista maior pressão social.

No domínio do investimento público, o Cuanza-Sul planificou, no período 2012-2018, um total de 93 projetos, dos quais 44 foram executados e concluídos, 34 não chegaram a ser iniciados e 15 estão paralisados por insuficiência orçamental.

Na área da saúde, as infraestruturas existentes “não respondem às necessidades da província” (a mais populosa do país), detalhou Job Capapinha que identificou também carências na área da educação.

“Para responder aos desafios do plano de desenvolvimento nacional, a província precisa de mais de 3.000 docentes”, estimou.

Quanto à habitação, o Cuanza Sul “regista uma demanda elevada no domínio da habitação social”, continuou o governador, apontando a conclusão da centralidade “Horizonte Quibaula”, que vai ser inaugurada no sábado por João Lourenço, como uma “importante conquista patrimonial para concretização de um sonho de casa própria que vai beneficiar mais de 2.000 famílias.

Quanto a prioridades de investimento, Job Capapinha apontou para o alargamento da rede escolar e contratação de professores, construção do hospital provincial de Sumbe, produção de café arábica e robusta em grande escala e produção de algodão, entre outras iniciativas.

O governador do Cuanza Sul referiu-se ainda ao Programa Integrado de Intervenção Municipal, que comporta 98 ações, das quais se destacam 73 projetos de investimento público que contam com um financiamento garantido de 35 biliões de kwanzas (68 mil milhões de euros).

A agenda de João Lourenço previa para hoje a inauguração da centralidade “Horizonte Quibaula”, mas a demora da reunião com o governo local e com o Conselho de Governação Local, um órgão auxiliar e colegial de apoio às políticas de governação, que reuniu hoje pela primeira vez, obrigou a adiar a cerimónia para sábado.

Na reunião encontram-se os governadores provinciais, o primeiro vice-presidente, Bornito de Sousa, ministros, secretários do Presidente da República, secretário do Conselho de Ministros entre outras entidades ligadas a matérias de governação local.

RCR // LFS

By Impala News / Lusa

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