França diz ao Irão que “vias do diálogo estão sempre abertas”

As vias do diálogo estão sempre abertas, inclusivamente hoje”, afirma o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, após o anúncio pelo Irão de redução de compromissos no programa nuclear.

França diz ao Irão que

França diz ao Irão que “vias do diálogo estão sempre abertas”

As vias do diálogo estão sempre abertas, inclusivamente hoje”, afirma o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, após o anúncio pelo Irão de redução de compromissos no programa nuclear.

Paris, 08 set 2019 (Lusa) – “As vias do diálogo estão sempre abertas, inclusivamente hoje”, afirma o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, na sequência do anúncio pelo Irão de redução de compromissos no programa nuclear assumidos 2015.

Numa entrevista ao programa televisivo “Le Grand Rendez-vous”, o chefe da diplomacia francesa acrescentou ainda ser necessário convencer o Irão a renunciar a este tipo de decisões de redução dos compromissos no âmbito do acordo de 2015 e utilização de centrifugadoras mais potentes no enriquecimento de urânio.

No sábado, a Agência de Energia Atómica do Irão (AEAI) anunciou que começou a usar centrifugadoras avançadas para aumentar as suas reservas de urânio enriquecido.

Em causa estão 20 centrifugadoras IR-4 e de 20 IR-6, segundo detalhou o porta-voz da AEAI, Behruz Kamalvandí, numa entrevista conjunta a vários jornalistas, durante a qual insistiu que o Irão tem o direto de reduzir os compromissos assumidos no acordo de 2015, na medida em que uma das partes não está a cumprir com as suas obrigações.

As centrifugadoras IR-6 conseguem produzir urânio enriquecido 10 vezes mais depressa do que as IR- 1 e as IR -4 são cinco vezes mais rápidas.

Ainda assim, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), que já foi informada das novas medidas que estão a ser tomadas pelo Irão, pretende continuar a supervisionar o programa nuclear deste país, segundo indicou Behruz Kamalvandí, citado pela agência espanhola Efe.

O acordo de 2015 foi assinado entre o Irão e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China), mais a Alemanha, e previa o levantamento de sanções internacionais em troca de limitações e maior vigilância do programa nuclear iraniano.

Um ano após o anúncio da decisão norte-americana de abandonar o acordo, o Irão declarou que não se sentia obrigado a continuar a respeitar alguns dos seus compromissos do pacto enquanto os restantes signatários não conseguissem ajudá-lo a contornar as sanções dos Estados Unidos

Para hoje está prevista uma reunião do diretor-geral interino da Agência Internacional de Energia Atómica, Cornel Feruta, com as autoridades iranianas.

Esta visita de Cornel Feruta faz parte das “interações em curso” entre o Irão e a AIEA, acrescentando que inclui “a verificação e monitorização” da agência ao acordo de Viena, assinado em 2015, sobre a energia nuclear iraniana.

LT (AJO) // MSF

By Impala News / Lusa

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