“Evolução do movimento associativo” pede que se aceite “heterogeneidade”

A secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, sublinhou hoje, em Berlim, que existe atualmente uma “evolução do movimento associativo” que deve obrigar a aceitar a heterogeneidade de atividades e dos membros.

“Evolução do movimento associativo” pede que se aceite “heterogeneidade”

A secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes, sublinhou hoje, em Berlim, que existe atualmente uma “evolução do movimento associativo” que deve obrigar a aceitar a heterogeneidade de atividades e dos membros.

Durante a participação na conferência “Comunidade e Associativismo na Era Digital”, organizada pela Associação de Pós-graduados Portugueses na Alemanha (ASPPA), a governante assumiu que, mais que uma crise, o movimento associativo passa por uma mudança.

“Todas (as associações) são importantes, todas têm o seu papel. E temos de perceber isto como um movimento dinâmico e de interação (…) O Portugal moderno também tem as festas tradicionais, os ranchos folclóricos. Precisamos de perceber que é um movimento heterogéneo, que pode ser enriquecedor e complementar”, realçou Berta Nunes.

Francisco Ribeiro de Menezes, embaixador de Portugal na Alemanha, realçou que “há uma crise do movimento associativo, uma crise que se adivinhava ainda antes da pandemia”, mas que foi levada “ao ponto de ebulição pela pandemia”.

Ainda assim, frisou, esta situação proporciona também uma oportunidade para “refletir, agir, e procurar novas soluções”, com “novos meios que propiciam o aparecimento de novos protagonistas”.

Cursos de formação sobre o movimento associativo foi uma das ideias lançadas por Alfredo Stoffel. O Conselheiro das comunidades portuguesas na Alemanha reconhece que muitos elementos com mais idade não estão a passar os conhecimentos aos mais novos, sendo necessário também um domínio dos meios tecnológicos.

“As ferramentas digitais aproximaram e são muito inclusivas”, salientou Ricardo Castanheira, conselheiro digital e tecnológico.

“A distância geográfica era um problema, e hoje já não é (…) As comunidades estavam afastadas das famílias, mas também entre si (…) A própria produção cultural das comunidades portuguesas deve passar a ser feita utilizando ferramentas digitais para se divulgar”, adiantou.

“Há uma infinitude de oportunidades através das ferramentas digitais para aproximar as comunidades, para lhes dar escala, porque partilham mais ou menos todas dos mesmos desafios”, acrescentou.

De acordo com o Conselho das Comunidades portuguesas na Alemanha, são nesta altura cerca de 70 as associações registadas, muitas delas sem atividade. 

A secretária de Estado das Comunidades prossegue a sua visita à Alemanha com diferentes encontros em Berlim, Dusseldorf e Paderborn.

 

JYD // JPS

By Impala News / Lusa

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