Empresas brasileiras dispostas a firmar parcerias com Moçambique no gás natural

Investidores do Brasil manifestaram hoje em Maputo interesse em firmar parcerias com homens de negócios moçambicanos e na transferência de conhecimento no setor de exploração de gás no país.

Empresas brasileiras dispostas a firmar parcerias com Moçambique no gás natural

Empresas brasileiras dispostas a firmar parcerias com Moçambique no gás natural

Investidores do Brasil manifestaram hoje em Maputo interesse em firmar parcerias com homens de negócios moçambicanos e na transferência de conhecimento no setor de exploração de gás no país.

“Empresas moçambicanas podem estabelecer parcerias com empresas brasileiras de forma a terem eventuais acordo de transferência de tecnologia e produção de bens sob licença para atender às demandas que surgem no mercado local”, disse Sérgio Ferreira, especialista de Petróleo e Gás na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX).

Sérgio Ferreira falava no âmbito de um encontro entre empresários moçambicanos e brasileiros sobre a participação no setor de petróleo e gás.

A APEX dispõe de um programa que visa fomentar parcerias tecnológicas entre empresas brasileiras e estrangeiras no setor de óleo e gás, afirmou Ferreira.

De acordo com Ferreira, as condições em que o gás moçambicano será explorado são semelhantes às do Brasil, o que abre um potencial de colaboração entre as empresas dos dois países.

“Como o Brasil já leva alguma experiência no setor energético, estamos dispostos a ajudar Moçambique a evitar os erros que nós cometemos”, assinalou.

Abreu Muhima, presidente do pelouro dos recursos minerais e hidrocarbonetos e energia na Confederação das Associações Económicas (CTA) moçambicana, disse que o país conta com parceiros experientes para tirar o maior partido dos recursos energéticos.

“Tragam o vossa conhecimento e tecnologia e juntos vamos abraçar a bacia do Rovuma e desenvolver”, afirmou, referindo-se às reservas ainda inexploradas da bacia moçambicana do Rovuma, na região norte.

Muhima destacou que Moçambique tem experiência na exploração de carvão, mas é um actor novo na extração de gás natural.

“Nós temos de criar projetos para prestar serviços a essas empresas grandes como a Exxon Mobil e Anadarko”, finalizou.

O consórcio da Anadarko anunciou no dia 18 de junho que vai investir 25 mil milhões de dólares (22 mil milhões de euros) no desenvolvimento de uma fábrica de gás natural na bacia do Rovuma, norte de Moçambique.

RIZR // PJA

By Impala News / Lusa

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