EDP Brasil prevê anunciar investimentos em dois grandes projetos solares em 2022

A EDP Brasil planeia investir em dois novos projetos de energia solar de grande dimensão no Brasil em 2022, na região sudeste e no nordeste do país, disse hoje à Lusa o presidente da empresa, João Marques da Cruz.

EDP Brasil prevê anunciar investimentos em dois grandes projetos solares em 2022

EDP Brasil prevê anunciar investimentos em dois grandes projetos solares em 2022

A EDP Brasil planeia investir em dois novos projetos de energia solar de grande dimensão no Brasil em 2022, na região sudeste e no nordeste do país, disse hoje à Lusa o presidente da empresa, João Marques da Cruz.

“Estamos a trabalhar para que neste ano se possa anunciar mais dois parques [de energia solar no Brasil]. Um no sudeste, no estado de São Paulo, e outro no nordeste. Acreditamos que um destes vá aparecer a muito curto prazo, estamos a ultimar as condições para divulgar, pois não podemos divulgar os detalhes, mas acreditamos que a muito curto prazo haverá mais este [segundo parque de energia solar] e mais para o fim do ano haverá o terceiro”, afirmou Marques da Cruz.

“É este o nosso objetivo, termos três usinas [parques] solares em parceira com a EDP Renováveis neste ano [no Brasil]”, acrescentou o executivo.

Em outubro do ano passado, a empresa anunciou um grande investimento em energia solar no chamado complexo Monte Verde, que deverá produzir 209 megawatt (MW) a partir de 2024, numa parceria com a EDP Renováveis, no estado do Rio Grande do Norte, localizado na região nordeste do Brasil.

Os próximos empreendimentos de energia solar da EDP Brasil também devem ter entre 200 e 250 megawatts (MW) de capacidade, e significarão uma expansão da parceria com a EDP Renováveis no país sul-americano, segundo Marques da Cruz.

O gestor explicou que estes empreendimentos planeados e que devem ser anunciados em 2022 terão “o mesmo modelo, que é uma aparceira 50% – 50% com a EDP Renováveis, a ligar sobretudo usinas de dimensão semelhantes, entre 200MW e 300MW.”

Marques da Cruz também considerou que há grande potencial para desenvolver novas fontes renováveis no Brasil e lembrou que tanto energia solar quanto a eólica representam uma pequena percentagem da produção total do país.

“O Brasil tem muita hídrica [energia hidroelétrica]. A capacidade instalada da energia hídrica representa 58% do total de todas as tecnologias, evidente que a hídrica é renovável, por isto se considera que no seu conjunto o Brasil tem muito energia renovável, mas se nos pensarmos nas novas renováveis, solar e eólica, o Brasil tem pouco”, explicou.

O executivo da EDP Brasil acrescentou que a produção de energia solar já instalada no Brasil, ou seja, que está em operação, representa entre 4% e 5% do total.

“Estou a falar daquilo que está a produzir agora e a energia eólica é menos do que isto. As novas energias renováveis [correspondem] a menos de 8% do que é produzido. Por isto, não se pode dizer que é muito. Eu acho que o Brasil tem grande potencial de aumentar [produção de energia] quer eólica, quer solar”, frisou Marques da Cruz.

“É importante [também] que um país com a dimensão continental do Brasil continue a investir em linhas de transmissão, que é o complemento de energia renovável para que o Brasil fique mais independente das crises hídricas e para que os consumidores, as pessoas brasileiras, não paguem faturas com bandeiras vermelhas quando não chove. A única solução é aumentar a penetração das renováveis, o peso das renováveis, no ‘mix’ total da gerarão no Brasil”, acrescentou.

Questionado sobre o recente plano do Governo brasileiro de incentivar investimentos em hidrogénio verde como uma solução para mitigar dificuldades com o uso do carvão e do petróleo e sobre uma possível participação da empresa na criação e expansão deste mercado, o presidente da EDP Brasil confirmou interesse e contou que a empresa já desenvolve um pequeno projeto no estado do Ceará.

“O interesse [em hidrogénio verde] existe […]. A EDP tem um projeto em curso, que é um projeto de pesquisa e desenvolvimento no Ceará em que vamos produzir neste ano as primeiras moléculas de hidrogénio verde em ambiente industrial no Brasil. É um projeto pequeno, são 3 MW, mas é um projeto que achamos importante, porque nos posiciona e capacita nosso pessoal”, contou Marques da Cruz.

“Nós estamos interessando em investir quer em projetos de mobilidade, por exemplo, autocarros que tenham como abastecimento hidrogénio verde ou [energia] elétrica. Mobilidade quer [com energia] elétrica quer com hidrogénio [verde] são interesses de curto prazo da EDP no Brasil. O grupo EDP tem uma estratégia global para o hidrogénio verde e o Brasil faz parte destes mercados […]. Não tenho dúvidas de que é o futuro e a EDP quer estar alinhada com o futuro, por isto o hidrogénio faz parte quer da narrativa quer da prática da EDP”, concluiu.

CYR // JNM

By Impala News / Lusa

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