Wall Street volta a fechar em baixa acentuada entre juros, resultados e China

Wall Street volta a fechar em baixa acentuada entre juros, resultados e China

A bolsa nova-iorquina tornou a fechar em baixa acentuada, no final de uma sessão agitada e volátil, com as críticas do Presidente norte-americano, Donald Trump, ao banco central a intensificarem as inquietações com a subida das taxas de juro.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average cedeu 2,13%, para 25.052,83 pontos, o valor mais baixo desde 23 de julho.

O tecnológico Nasdaq recuou 1,25%, para as 7.329,06 unidades, que é o mínimo desde 08 de maio, e o alargado S&P500 desvalorizou 2,06%, para os 2.728,37 pontos, o nível mais baixo desde 03 de julho.

Sinal do ambiente de inquietação que se apoderou hoje dos investidores, o índice que mede a volatilidade dos mercados, o VIX, atingiu um novo máximo desde fevereiro, período em que os índices bolsistas conheceram várias sessões de queda brutal.

Este movimento de inquietação afetou hoje a generalidade dos setores, mais particularmente a saúde, a banca e a energia.

A petrolífera Chevron perdeu 3,40%, o banco JPMorgan Chase, que vai estrear a época dos resultados trimestrais na sexta-feira, cedeu 3,0% e o laboratório farmacêutico Pfizer 3,82%.

A queda das cotações resulta de vários fatores, para Nate Thooft, da Manulife AM, que vão “da subida das taxas de juro do banco central norte-americano [Reserva Federal (Fed)] aos receios das más notícias durante a época dos resultados que vai começar, passando pelas estatísticas económicas estrangeiras dececionantes, principalmente na China”.

O debate sobre a política de subida das taxas de juro da Fed regressou bruscamente para o espaço público na quinta-feira, depois de Trump a ter considerado “agressiva” e um “grande erro” e que a Fed estava em “roda livre”.

A posição do Presidente dos Estados Unidos contudo não teve grande acolhimento entre economistas, uma vez que, 2,25%, a principal taxa de juro da Fed, ainda está abaixo da inflação.

Inclusive, o principal conselheiro económico de Donald Trump, Larry Kudlow, considerou a forte descida ocorrida na quarta-feira “uma correção normal num mercado que tem estado em alta”.

“A Fed é acusada de todos os males, mas a verdade é que continuamos num ambiente muito favorável” em termos de taxas, afirmou Sam Stovall, de CFRA.

Para este analista, a descida dos índices explica-se pelo facto de os investidores parecerem pensar “sobretudo que os índices subiram demasiado, pelo que estão a atualizar o pêndulo”.

Tanto assim que a perspetiva de mais subidas das taxas por parte da Fed pesa sobre o mercado obrigacionista norte-americano, onde a taxa de juro dos títulos a dez anos evoluía hoje bem acima da barra dos 3%, em 3,145% cerca das 21:20 de Lisboa, na proximidade do seu valor mais alto desde há sete anos, e a da dívida a 30 anos nos 3,320%.

A subida destas taxas pesa nas contas das empresas. Constitui também uma alternativa cada vez mais remuneradora ao mercado de ações para os investidores em busca de rendimento e segurança para o seu investimento.

RN (EO) // SR

By Impala News / Lusa

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