Wall Street prossegue semana com segundo triplo recorde dos principais índices

A bolsa nova-iorquina prosseguiu hoje a sua tendência altista, repetindo o triplo recorde no fecho da sessão com que os seus principais índices fecharam a sessão na segunda-feira, graças aos resultados trimestrais das empresas.

Wall Street prossegue semana com segundo triplo recorde dos principais índices

Wall Street prossegue semana com segundo triplo recorde dos principais índices

A bolsa nova-iorquina prosseguiu hoje a sua tendência altista, repetindo o triplo recorde no fecho da sessão com que os seus principais índices fecharam a sessão na segunda-feira, graças aos resultados trimestrais das empresas.

Os resultados definitivos do dia na praça de Wall Street indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average acabou em alta de 0,39%, para uns inéditos 36.052,63 pontos, pela primeira vez acima do limiar simbólico dos 36 mil.

Por seu lado, os outros índices mais emblemáticos de Wall Street atingiram um terceiro consecutivo no fecho, com o tecnológico Nasdaq a subir 0,34%, para as 15.649,60 unidades, e o alargado S&P500 a avançar 0,37%, para os 4.630,65 pontos.

Os investidores vão ter mais certezas na frente monetária, quando a Reserva Federal (Fed) divulgar a sua decisão, na quarta-feira, sobre a redução do seu programa de aquisição de ativos, que é dada por adquirida.

Esta redução do apoio da Fed à economia deve ser anunciada no final da reunião de dois dias do seu comité de política monetária (FOMC, na sigla em Inglês), que começa na terça-feira.

Quando a inflação é tema que domina as análises conjunturais, ao revelar-se mais tenaz do que esperado, a Fed deve anunciar a redução do apoio à economia, dado desde o início da pandemia do novo coronavirus.

Esta redução deve traduzir-se na passagem a zero, até meados de 2022, do atual programa de injeção mensal de 120 mil milhões de dólares (104 mil milhões de euros) no sistema financeiro.

A Fed vai divulgar um comunicado no final da reunião da FOMC, após o que o seu presidente, Jerome Powell, dá uma conferência de imprensa.

Mas, para Gregori Volokhine, gestor de investimentos na Meeschaert Financial Services, “há outros fenómenos, além da reunião da Fed, que tem sido de tal maneira antecipada que não deve criar surpresas”.

Este operador aludia à valorização impressionante das ações das empresas de aluguer de viaturas, como a Avis, que teve um crescimento acentuado de 108,31%, e, em menor medida, às da Hertz, que chegaram a estar a subir 50% durante a sessão, acabando depois com um ganho de 2,66%.

“Isto lembra o episódio das ações virais como as da Gamestop”, que tinham suscitado o entusiasmo dos pequenos investidores em janeiro, recordou.

“Isto significa que o apetite pelo risco não diminuiu no mercado. É impressionante porque se batem recordes todos os dias. Devíamos ser um pouco mais prudentes, mas o apetite pelo risco permanece importante”, sintetizou Volokhine.

O desempenho bolsista da Aviz disparou depois de conhecidos resultados trimestrais espetaculares, graças ao renascimento do aluguer de viaturas e à subida do preço destes. O título chegou mesmo a apresentar uma valorização de 500% durante a sessão e a sua transação foi suspensa várias vezes.

Na base deste entusiasmo esteve a divulgação de um lucro trimestral que duplicou para três mil milhões de dólares, bem acima das expectativas.

A Pfizer acabou em alta de 4,15%, depois de ter revisto em alta as suas previsões de vendas anuais da sua vacina anti-novo coronavirus, dopadas pelas recomendações de administração de uma terceira dose em alguns países e pelas autorizações esperadas à sua administração a crianças.

RN // RBF

By Impala News / Lusa

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