Wall Street inicia segundo trimestre a perder mais de 4%

A bolsa nova-iorquina começou o segundo trimestre com uma forte baixa, com os investidores ansiosos perante a série de notícias sobre a propagação do novo coronavírus e as suas consequências económicas.

Wall Street inicia segundo trimestre a perder mais de 4%

Wall Street inicia segundo trimestre a perder mais de 4%

A bolsa nova-iorquina começou o segundo trimestre com uma forte baixa, com os investidores ansiosos perante a série de notícias sobre a propagação do novo coronavírus e as suas consequências económicas.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average cedeu 4,44%, para os 20.943,51 pontos.

O Dow Jones acaba de viver o pior mês desde 2008 e o pior trimestre desde 1987.

Também com perdas acima dos 4%, ambos em 4,41%, fecharam os outros dois índices mais representativos desta praça financeira, o tecnológico Nasdaq, para as 7.360,58 unidades, e o alargado S&P500, para as 2.470,50.

Os operadores do mercado estiveram a “digerir várias informações angustiantes sobre o coronavírus”, realçou Gregori Volokhine, da Meeschaert Financial Services.

Por um lado, Donald Trump apresentou um quadro sombrio dos próximos dias, afirmando na terça-feira à noite que as duas próximas semanas seriam “muito, muito dolorosas”.

A Casa Branca estimou que a doença pode causar entre 100 mil e 240 mil mortos no país, mesmo que as restrições atuais sejam respeitadas.

Por outro lado, a China publicou pela primeira vez o número de pessoas positivas com o novo coronavirus, mas assintomáticas, isto é, sem manifestarem sintomas da covid-19.

Na opinião de Volokhine, isto “reforça as informações recolhidas pelas agências de espionagem norte-americanas, segundo as quais a China teria subestimado largamente os casos até agora”.

Já a evoluírem em baixa, os índices agravaram as perdas quando o governador do Estado de Nova Iorque anunciou que o pico dos novos casos no Estado não aconteceria antes do fim de abril e quando o da Florida ordenou o confinamento dos seus 21 milhões de habitantes.

“Era um dos últimos grandes Estados a não ter imposto medidas estritas de confinamento, onde a economia continuava mais ou menos a funcionar”, observou Volokhine.

A própria natureza da situação atual é inédita na medida em que a recessão não é provocada por uma crise financeira ou um choque energético, mas por medidas de distanciamento social, que forçam a pessoas a ficarem em casa e as empresas a fechar, destacou, por seu lado, Art Hogan, da National Holdings.

Esta característica poderá permitir talvez uma recuperação rápida, se as medidas de apoio à economia dos governos e bancos centrais foram concretizadas rápida e eficazmente, considerou.

Mas, “enquanto o número de novos casos sinalizados não atingir um pico, como é o caso da China e Coreia do Sul, vamos continuar, provavelmente, num ambiente de mercado semelhante ao de uma montanha russa”, avançou Hogan.

RN // AJO

By Impala News / Lusa

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