Wall Street ignora coronavírus e fecha com recordes dos principais índices

Os investidores na bolsa nova-iorquina relegaram hoje para segundo lugar a crise do coronavírus, levando os principais índices a terminarem em níveis inéditos, depois de anúncios encorajadores para o comércio sino-norte-americano e estatísticas positivas norte-americanas.

Wall Street ignora coronavírus e fecha com recordes dos principais índices

Wall Street ignora coronavírus e fecha com recordes dos principais índices

Os investidores na bolsa nova-iorquina relegaram hoje para segundo lugar a crise do coronavírus, levando os principais índices a terminarem em níveis inéditos, depois de anúncios encorajadores para o comércio sino-norte-americano e estatísticas positivas norte-americanas.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average ganhou 0,30%, para os 29.379,77 pontos.

Da mesma forma, o tecnológico Nasdaq valorizou 0,67%, para as 9.572,15 unidades, e o alargado S&P500, que subiu 0,33%, para as 3.345,78.

Abalados durante várias sessões pelos temores resultantes da epidemia do coronavírus chinês, os índices de Wall Street recuperaram nitidamente desde o início da semana.

“Que o estado de espírito dos investidores se tenha alterado assim, tão rapidamente e facilmente, é um pouco de espantar”, considerou Nate Thooft, da Manulife Asset Management. “Mas a tendência é claramente a de subida desde há algum tempo e os investidores já demonstraram a sua capacidade de ignorar os riscos que pesam sobre a economia, trate-se dos ligados a eleições, ao Brexit ou às tensões no Médio Oriente”, acrescentou.

“Os investidores consideram, sem dúvida, que o coronavírus é um problema temporário, que, no pior dos cenários, pode atrasar a recuperação do crescimento em um ou dois trimestres”, acrescentou.

Por outro lado, os investidores foram encorajados pelo anúncio, feito pela China, de que vai reduzir as suas tarifas alfandegárias sobre 75 mil milhões de dólares (68 mil milhões de euros) de importações provenientes dos EUA, a partir de 14 de fevereiro.

No mesmo dia, os EUA devem reduzir para metade as taxas que aplicam a 120 mil milhões de dólares de importações provenientes da China.

“São bons projetos para o São Valentim, mas não representam uma surpresa total, porque estavam previstos no acordo comercial preliminar (assinado em meados de janeiro), além de que se espera a China resolva o coronavírus”, observou Patrick O’Hare, da Briefing.

Pequim “deve encontrar os meios de aliviar a sua economia, quando esta sofre a pressão das restrições de viagem, falta de trabalhadores e perturbações na cadeia de abastecimento”, sublinhou.

Mas “os investidores consideram que esta concessão tarifária como um sinal encorajador para a prossecução das discussões” entre Washington e Pequim, avançou.

Outro sinal encorajador conhecido hoje foi o do aumento da produtividade nos EUA, de 1,4% no quarto trimestre de 2019, marcando a subida mais forte desde há nove anos no conjunto do ano, enquanto os pedidos semanais de subsídio de desemprego caíram para o mínimo de nove meses.

RN // JPF

By Impala News / Lusa

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