Wall Street fecha semana em alta clara com alívio da política da Fed à vista

Muito volátil hoje, a praça nova-iorquina inverteu a tendência dos últimos dias e fechou em clara alta, depois de afirmações de membros do banco central, que provocaram uma descida repentina dos rendimentos obrigacionistas.

Wall Street fecha semana em alta clara com alívio da política da Fed à vista

Wall Street fecha semana em alta clara com alívio da política da Fed à vista

Muito volátil hoje, a praça nova-iorquina inverteu a tendência dos últimos dias e fechou em clara alta, depois de afirmações de membros do banco central, que provocaram uma descida repentina dos rendimentos obrigacionistas.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average valorizou 2,47%, para os 31.802,56 pontos, na que é a primeira vez que fecha acima dos 31 mil pontos desde há mais de um mês.

Já o tecnológico Nasdaq ganhou 2,31% e o alargado S&P500 progrediu 2,37%.

Os índices tinham começado a perder, mas foram recuperando debilmente, antes de acelerarem na segunda parte da sessão.

“Wall Street bateu com a mão no botão ‘compra’ com força depois de se divulgarem informações que indicam a vontade de a Reserva Federal (Fed) discutir em breve a forma de diminuir o ritmo de endurecimento monetário, depois da reunião do seu comité de política monetária (FOMC, na sigla em Inglês) em novembro”, resumiu Edward Moya, da Oanda.

Mary Daly, a presidente da antena regional da Fed em San Francisco, agitou assim hoje as águas: “Podemos ter uma nova subida da taxa de juro de referência em 75 pontos-base”, na próxima reunião, em 02 de novembro, como os investidores estão à espera, “mas recomendaria que não contassem com aumentos de 75 pontos-base para sempre”.

Durante uma conferência na Universidade da Califórnia, em Berkeley, retransmitida no sítio do banco central, acrescentou: “Temos de garantir que fazemos tudo o que podemos para não aumentar demais (as taxas) e não as podemos subir demasiado depressa e depois dizer ‘acabou'”.

Esta nova subida da taxa sobre os fundos federais, que se prevê ser de três quartos de ponto percentual, é a quarta consecutiva.

Um artigo do Wall Street Journal fez-se eco de dirigentes da Fed, que começam a assinalar o seu desejo de diminuir a subida da taxa e acabar com elas no início do próximo ano, para observar como se comporta a economia.

Desta forma, os rendimentos das obrigações contraíram-se a meio da sessão, “no seguimento de informações, segundo as quais a Fed poderia decidir uma subida da taxa inferior” durante a última reunião do FOMC este ano, em 13 e 14 de dezembro, destacaram os analistas do Wells Fargo.

Entre as cotadas, a Twitter caiu 4,94%, depois de serem conhecidas informações comprometedoras da operação da sua compra por Elon Musk.

Um artigo da Bloomberg avançou que o governo do presidente Joe Biden pretende submeter a intenção de compra da rede social pelo patrão da Tesla a um exame de segurança nacional.

Em particular, a Casa Branca está inquieta com a presença de investidores estrangeiros, como o príncipe e empresário saudita Al-Walid ben Talal e o fundo soberano do Qatar, no consórcio junto do qual Musk garantiu mais de sete mil milhões de dólares para financiar a operação.

RN // RBF

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS