Wall Street fecha semana com recordes do Dow Jones e S&P500

Os principais índices generalistas nova-iorquinos, S&P500 e Dow Jones, voltaram a fechar em níveis inéditos, ao contrário do tecnológico Nasdaq, que recuou, com os investidores divididos.

Wall Street fecha semana com recordes do Dow Jones e S&P500

Wall Street fecha semana com recordes do Dow Jones e S&P500

Os principais índices generalistas nova-iorquinos, S&P500 e Dow Jones, voltaram a fechar em níveis inéditos, ao contrário do tecnológico Nasdaq, que recuou, com os investidores divididos.

Wall Street, 12 mar 2021 (Lusa) — Os principais índices generalistas nova-iorquinos, S&P500 e Dow Jones, voltaram a fechar em níveis inéditos, ao contrário do tecnológico Nasdaq, que recuou, com os investidores divididos entre a aposta nos valores cíclicos e o receio da inflação.

Os resultados definitivos indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average ganhou 0,90%, para os 32.778,64 pontos, e o alargado S&P500 valorizou 0,10%, para os 3.943,34.

Ao contrário, o tecnológico Nasdaq recuou 0,59%, para as 13.319,87 unidades. Este desempenho deveu-se da má sessão de alguns dos seus principais componentes, como Amazon, Apple ou Alphabet (a ‘holding’ da Google), que recuaram 0,8%, ainda assim melhor do que a Facebook, que perdeu 2,00%.

“Há luta encarniçada no mercado para ver de que lado a inflação vai cair”, comentou Quincy Krosby, da Prudential Financial.

“Um grupo (de investidores) pensa que o mercado está a demonstrar demasiada segurança quanto à inflação, enquanto outro estima que, uma vez esgotado o dinheiro do plano de relançamento, a sobrecapacidade de produção vai apoiar uma economia com pouca inflação e que o rendimento da obrigação (de dívida pública) a 10 anos vai descer, talvez para um por cento”, acrescentou.

Na sexta-feira, ao início da tarde, a taxa a 10 anos do título do Tesouro a 10 anos estava em 1,63%, depois de durante a manhã ter atingido um máximo desde fevereiro de 2020.

O rendimento das obrigações de dívida pública progrediu no dia seguinte à assinatura, pelo presidente Joe Biden, de um plano de apoios e estímulos económicos, com um montante de 1,9 biliões (milhão de milhões) de dólares (1,6 biliões de euros), para ajudar as famílias e as empresas afetadas pela recessão causada pela pandemia.

Por outro lado, começaram as discussões sobre um projeto de lei focado nas infraestruturas. O presidente da Câmara de Comércio americana estimou hoje que este texto poderia ser aprovado no Congresso até ao início de julho.

Entretanto, os investidores vão seguir com atenção a reunião do comité de política monetária da Reserva Federal (Fed), na terça e quarta-feiras próximas.

O presidente da Fed, Jerome Powell, já garantiu que não tenciona subir as taxas de juro diretoras do banco central, que se encontram no intervalo entre zero e 0,25%, enquanto os EUA alcançarem uma situação de pleno emprego.

Mas a subida do rendimento obrigacionista “indica que a inflação pode chegar mais depressa do que a agenda da Fed dá a entender”, comentou Krosby.

Na frente dos indicadores, a confiança dos consumidores dos EUA no início de março melhorou mais do que previsto, alcançando o nível mais alto em um ano, segundo a estimativa preliminar do inquérito da Universidade do Michigan, publicado hoje.

RN//RBF

By Impala News / Lusa

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