Wall Street fecha sem rumo prejudicada por resultados e indicador conjuntural

A bolsa nova-iorquina fechou hoje em nota contrastada, com os investidores dececionados com os resultados apresentados pelo banco Goldman Sachs e um indicador dececionante da atividade económica nos EUA.

Wall Street fecha sem rumo prejudicada por resultados e indicador conjuntural

Wall Street fecha sem rumo prejudicada por resultados e indicador conjuntural

A bolsa nova-iorquina fechou hoje em nota contrastada, com os investidores dececionados com os resultados apresentados pelo banco Goldman Sachs e um indicador dececionante da atividade económica nos EUA.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones industrial Average recuou 1,14% e o alargado S&P500 perdeu 0,20%. Ao contrário, o tecnológico Nasdaq avançou 0,14%, registando a sétima sessão consecutiva de subida.

“Os mercados acionistas hesitaram com a digestão dos resultados mitigados dos bancos”, um indicador “desencorajador” e uma subida dos rendimentos obrigacionistas, detalhou, em nota analítica, Edward Moya, da Oanda.

Um fim de semana prolongado, de três dias, com o feriado de segunda-feira nos EUA, também contribuiu para quebrar o ‘élan’ que Wall Street estava a apresentar.

O Goldman Sachs, que fechou a perder 6,44%, apresentou um lucro no quarto trimestre muito abaixo do esperado pelos analistas, marcado em particular pela quebra dos rendimentos obtidos com as emissões de dívida e colocações em bolsa.

Acresce que o banco triplicou as suas provisões para crédito duvidoso em relação ao mesmo período do ano anterior.

Mas o panorama bolsista foi obscurecido com a divulgação do único indicador do dia, que evidenciou uma baixa acima do esperado da atividade industrial na região de Nova Iorque, que ficou no nível mais baixo desde agosto de 2020.

No mercado obrigacionista, os rendimentos subiram, em parte devido à divulgação de indicadores melhores do que previsto na China (produto interno bruto) e na Alemanha (confiança dos consumidores), o que estimulou a deslocação de capitais para a Europa e os mercados emergentes, o que está a verificar-se desde há várias semanas.

O rendimento da dívida federal a 10 anos, que evolui em sentido inverso ao do preço do título respetivo, avançou para 3,54%, dos 3,50% de sexta-feira.

Entre as cotadas, um concorrente do Goldman Sachs, o Morgan Stanley, fechou melhor do que este, com um avanço de 5,91%, graças a um volume de negócios e lucro acima do esperado pelos analistas. Apesar de uma queda em 49% no volume de negócios, a gestão de ativos resistiu e as provisões permaneceram a um nível modesto.

Se os bancos levaram o Dow Jones e o S&P500 para terreno negativo, o Nasdaq conheceu outro destino, graças a valores muito voláteis, como Tesla (+7,43%), o fabricante de cartas gráficas Nvidia (+4,75%) ou a PayPal (+0,88%).

“Estamos a ver ações com dificuldade em recuperar, apesar de o Dow Jones estar a recuperar o fôlego, o que é normal depois de uma subida importante”, comentou Adam Sarhan, da 50 Park Investments.

“Há muitos ventos contrários” no mercado, realçou este gestor de investimentos, “e apenas estamos no início da época dos resultados. É demasiado cedo para apreciar a saúde das empresas norte-americanas, mas há uma forte probabilidade de estarmos na fase de recessão dos resultados”.

RN // RBF

By Impala News / Lusa

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