Wall Street fecha sem rumo na expetativa das negociações China-EUA

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo uma sessão de subidas e descidas, com os investidores a hesitarem quanto a envolverem-se perante os sobressaltos nas negociações entre Washington e Pequim.

Wall Street fecha sem rumo na expetativa das negociações China-EUA

Wall Street fecha sem rumo na expetativa das negociações China-EUA

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo uma sessão de subidas e descidas, com os investidores a hesitarem quanto a envolverem-se perante os sobressaltos nas negociações entre Washington e Pequim.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average valorizou uns ínfimos 0,01%, para os 25.967,33 pontos, ao contrário dos outros.

Pelo contrário, o tecnológico Nasdaq recuou 0,26%, para as 7.943,32 unidades, e o alargado S&P500 perdeu 0,16%, para os 2.879,42 pontos.

Os investidores depararam-se hoje com “numerosos sinais contraditórios” sobre o avanço nas negociações sino-norte-americanas, realçou Gregori Volokhine, da Meeschaert Financial Services.

“Os investidores não estão deslumbrados, mas estão convencidos que o problema acabará por ser resolvido, mas de certeza não na sexta-feira”, acrescentou.

Em concreto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, faz o frio e o bom tempo. No domingo, surpreendeu os investidores ao anunciar, na rede social Twitter, uma subida dos direitos alfandegários sobre as importações provenientes da China, quantificadas em 200 mil milhões de dólares (179 mil milhões de euros), a partir de sexta-feira.

No dia seguinte, o seu Governo confirmou esta nova medida, justificando-a com o recuo da China em relação a alguns compromissos assumidos.

Na quarta-feira, enquanto reiterava a sua ameaça de novas tarifas alfandegárias, Trump afirmou que os negociadores chineses vinham a Washington esta semana, para “fechar um acordo” comercial.

As negociações devem decorrer na quinta e sexta-feira, com a presença do vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, considerado muito próximo do Presidente, Xi Jinping.

Mas Pequim já retorquiu que “se os direitos alfandegários fossem aplicados, a China será obrigada a tomar contramedidas”, fazendo recear uma nova escalada na guerra comercial entre as duas principais potências económicas do mundo.

“Os investidores não estão à espera de um fracasso nas negociações, mas é como se estivéssemos empatados antes do fim do tempo regulamentar e à espera do prolongamento. Vamos ter resultados na sexta-feira”, previu Volokhine, usando linguagem desportiva.

Os investidores estão tão mais atentos às negociações quanto os dados chineses confirmaram hoje o impacto da guerra comercial na segunda potência económica mundial.

Depois de ter resistido bem no final de 2018, o comércio externo de Pequim está a acusar o efeito das sanções norte-americanas, com as exportações em baixa de 2,7% em abril, em termos homólogos. No caso das destinadas aos EUA, a queda foi mais acentuada, com um recuo de 13,2% em relação às realizadas há um ano.

RN // SR

By Impala News / Lusa

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