Wall Street fecha sem rumo mas com recorde do Nasdaq

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo definido, mas com recorde do índice Nasdaq, em sessão sem notícias económicas para determinar tendências e de dificuldades de títulos de tecnológicas chinesas cotadas no mercado norte-americano.

Wall Street fecha sem rumo mas com recorde do Nasdaq

Wall Street fecha sem rumo mas com recorde do Nasdaq

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo definido, mas com recorde do índice Nasdaq, em sessão sem notícias económicas para determinar tendências e de dificuldades de títulos de tecnológicas chinesas cotadas no mercado norte-americano.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industial Average recuou 0,60%, para os 34.577,37 pontos, e o alargado S&P500 perdeu 0,20%, para as 4.343,55 unidades

Já o Nasdaq estabeleceu um novo máximo no fecho da sessão, depois de valorizar 0,17%, nos 14.663,64 pontos.

“Tradicionalmente, nesta época do ano, assiste-se a volumes fracos e menos volatilidade”, disse Peter Hanks, da sociedade de investimento IG Group, depois de uma semana em que os três índices emblemáticos da praça nova-iorquina atingiram níveis inéditos.

Sem indicadores relevantes, o anúncio de um crescimento abaixo do esperado no setor dos serviços, em junho, bastou para fazer descer ligeiramente o mercado, que recuperou quase que de imediato.

A notícia também pressionou em baixa os rendimentos obrigacionistas. No caso das obrigações da dívida pública dos EUA a 10 anos, o rendimento caiu para 1,40% pela primeira vez desde fevereiro, tendência que se manteve, atingindo os 1,34%. Uma progressão menos vigorosa da economia dos EUA tende a afastar a perspetiva de uma subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal, o que pode influenciar, no sentido da baixa, as taxas da dúvida pública.

Segundo Peter Hanks, vai ser preciso esperar pelo início da época dos resultados, com os bancos em destaque, para permitir aos investidores optarem por uma direção clara.

Por norma, discretas em relação aos títulos tradicionais de Wall Street, as ações de empresas chinesas estiveram hoje em destaque, no seguimento do designado ‘Uber chinês’, a Didi Chuxing.

Menos de uma semana desde a sua introdução em bolsa, na quarta-feira, este título cedeu hoje 18,93%.

Desde sexta-feira que a Autoridade chinesa de Vigilância da Cibersegurança tem tomado medidas sucessivas: abriu um inquérito sobre esta aplicação de veículos de turismo, proibiu que a empresa aceitasse novos utilizadores e instou as plataformas de aplicações a retirarem a Didi da sua oferta.

Duas outras empresas chinesas, a Full Truck Alliance (que freta e reserva camiões) e a Kanzhun (procura de emprego), sobe as quais o regulador chinês tampem anunciou a abertura de inquéritos, também viveram hoje uma jornada dolorosa, com perdas respetivas de 6,41% e 15,95%.

O contexto de endurecimento regulamentar das autoridades chinesas afetou os títulos de várias outras empresas chinesas cotadas em Wall Street, como o conglomerado de comércio eletrónico Alibaba, que perdeu 2,88%.

Depois do ataque informático durante o fim de semana passado à empresa do setor da informática Kaseya e, através desta, a centenas de outras, a especialista em cibersegurança CrowdStrike viveu uma boa sessão.

A ação desta empresa, cuja capitalização bolsista roça os 50 mil milhões de dólares, valorizou 4,91%.

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By Impala News / Lusa

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