Wall Street fecha sem rumo, incertezas anulam notícias de bons resultados da banca

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, perante os resultados sólidos de grandes bancos, como o JPMorgan Chase, um aumento das incertezas sobre as relações sino-norte-americanas e a ideia de os índices bolsistas estarem sobrevalorizados.

Wall Street fecha sem rumo, incertezas anulam notícias de bons resultados da banca

Wall Street fecha sem rumo, incertezas anulam notícias de bons resultados da banca

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, perante os resultados sólidos de grandes bancos, como o JPMorgan Chase, um aumento das incertezas sobre as relações sino-norte-americanas e a ideia de os índices bolsistas estarem sobrevalorizados.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average apreciou 0,11%, para os 28.939,67 pontos.

Pelo contrário, o tecnológico Nasdaq e o alargado S&P500 fecharam com perdas, aquele a recuar 0,24%, para as 9.251,33 unidades, e este 0,15%, para as 3.283,15.

Antes da abertura de sessão de hoje, os bancos JPMorgan Chase e Citigroup, bem como a transportadora aérea Delta Air Lines, deram o pontapé de saída oficial da época de divulgação de resultados trimestrais com números acima das expetativas dos analistas.

Primeiro banco norte-americano por ativos e membro do Dow Jones, o JPMorgan registou em 2019 um lucro recorde de 36,43 mil milhões de dólares (32,7 mil milhões de euros).

Outras notícias entusiasmaram também os investidores, como o facto de as exportações totais da China terem aumentado 7,6% em dezembro, em termos homólogos, sinal de uma recuperação do vigor da segunda potência económica mundial.

Até o indicador sobre a inflação nos EUA, que foi de 2,3% em dezembro, segundo o índice CPI divulgado pelo Departamento do Trabalho, foi considerado de bom augúrio, porque “não vai incitar a Reserva Federal a repensar a sua política monetária no imediato”, estimou Patrick O’Hare, da Briefing.

Por outro lado, os índices foram afetados durante a sessão por um artigo da agência Bloomberg, que afirmava que a Casa Branca provavelmente deveria manter inalteradas as tarifas alfandegárias sobre as importações de bens chineses até à próxima eleição presidencial.

Mesmo que a Casa Branca já tenha renunciado em dezembro a impor novas tarifas alfandegárias à China e reduzido para metade as já impostas, desde 01 de setembro, às compras feitas aos chineses no montante de cerca de 120 mil milhões de dólares, os investidores estavam à espera que, com o acordo comercial parcial que deve ser assinado na quarta-feira, a redução da tensão bilateral pudesse levar a uma descida mais acentuada das tarifas alfandegárias.

“Isto traz ainda um pouco mais de confusão ao assunto”, observou Karl Haeling, da LBBW.

Para este analista, os investidores obedeceram sobretudo a um movimento de rotação (de carteira de investimentos), alienando alguns títulos tecnológicos, que aumentaram muito recentemente para se virarem para outros setores.

RN // SR

By Impala News / Lusa

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