Wall Street fecha sem rumo com nervosismo sobre perspetivas de crescimento

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, depois de um início de sessão movimentado, com a subida das taxas de juro no mercado obrigacionista a acabar por apaziguar parte dos receios de um forte arrefecimento do crescimento económico.

Wall Street fecha sem rumo com nervosismo sobre perspetivas de crescimento

Wall Street fecha sem rumo com nervosismo sobre perspetivas de crescimento

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, depois de um início de sessão movimentado, com a subida das taxas de juro no mercado obrigacionista a acabar por apaziguar parte dos receios de um forte arrefecimento do crescimento económico.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average cedeu 0,09%, para os 26.007,00 pontos, depois de ter chegado a perder 2,3%, durante a abertura.

Ao contrário, os outros principais índices valorizaram. O tecnológico Nasdaq avançou 0,38%, para as 7.862,83 unidades, e o alargado S&P500 progrediu 0,08%, para as 2.883,98.

No início da sessão, os investidores cederam a algum nervosismo, perante a súbita descida das taxas no mercado obrigacionista.

Nos EUA, a taxa de referência, que é a dos títulos da dívida pública a 10 anos, caiu abaixo dos 1,6% pela primeira vez desde 2016, enquanto a dos 30 anos se aproximou do seu mais baixo nível histórico.

Na Europa, a taxa de juro a 10 anos da Alemanha, o Bund, aprofundou ainda mais a sua descida em território negativo, chegando aos -0,6133%, o que significa que o investidor que guarde este título até ao fim vai perder dinheiro.

As decisões simultâneas dos bancos centrais neozelandês, indiano e tailandês de descer mais do que esperado as suas taxas de juro reavivaram os receios de ver o crescimento mundial perder força, em resultado das tensões comerciais e monetárias.

“Isto conduziu os investidores a dizerem-se ‘Oh meu Deus, estes bancos centrais devem saber alguma coisa, a situação da economia mundial deve estar pior do que pensávamos'”, disse Karl Haeling, da LBBW.

A isto somou-se um indicador dececionante sobre a produção industrial na Alemanha, “o que fez lembrar aos investidores que o crescimento económico em várias regiões do mundo continua ameaçado, tanto quanto o conflito comercial entre os EUA e a China continuar”, estimou Sam Stovall, de CFRA.

Com este cenário, os investidores lançaram-se no mercado obrigacionista, cujos títulos são considerados mais seguros, o que fez subir o seu valor e descer o rendimento que propiciam.

Outro valor refúgio para os investidores é a onça de ouro, que superou hoje o limiar dos 1.500 dólares pela primeira vez desde 2013.

Mas, sem razão aparente, as taxas de juro da dívida norte-americana recuperaram durante a sessão.

“Esta estabilização apaziguou os investidores e contribuiu para a recuperação dos índices acionistas”, estimou Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities.

“O facto de se terminar perto do equilíbrio significa que os investidores vão, de futuro, ser um pouco menos sensíveis ao recuo dos rendimentos obrigacionistas”, concluiu.

RN // SR

By Impala News / Lusa

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