Wall Street fecha sem rumo com investidores a trocarem tecnológicas por cíclicas

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, com os investidores a repetirem um comportamento que tem caracterizado o mercado bolsista nova-iorquino desde há umas semanas, ao alienarem ações das tecnológicas e apostarem nas dos setores cíclicos.

Wall Street fecha sem rumo com investidores a trocarem tecnológicas por cíclicas

Wall Street fecha sem rumo com investidores a trocarem tecnológicas por cíclicas

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, com os investidores a repetirem um comportamento que tem caracterizado o mercado bolsista nova-iorquino desde há umas semanas, ao alienarem ações das tecnológicas e apostarem nas dos setores cíclicos.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average progrediu 0,30%, para os 33.171,37 pontos, o que constitui um novo máximo no fecho.

Ao contrário, o alargado S&P500 recuou 0,09%, para as 3.971,09 unidades, tal como o tecnológico Nasdaq, que perdeu 0,60%, para as 13.059,65.

Art Hogan, da National Holdings, considerou que se está a assistir à “continuação da reafetação” dos ativos na praça nova-iorquina.

“Os valores tecnológicos parecem estar à venda e os cíclicos a serrem mais procurados”, sintetizou.

Esta estado de espírito dá a entender um otimismo crescente sobre a recuperação da economia dos EUA, em particular de setores como a aviação, hotelaria ou restauração, graças às medidas de relançamento tomadas pelo governo de Joe Biden e aos progressos da campanha de vacinação.

No início da sessão, a praça nova-iorquina ficou algo desorientada com a venda massiva de ações por parte da Archegos Capital, uma sociedade de investimentos baseada em Nova Iorque.

Instituições financeiras, como os bancos Morgan Stanley, Goldman Sachs e Deutsche Bank, alienaram durante o fim de semana posições detidas pela Archegos por um montante total que poderá ter ascendido a 30 mil milhões de dólares (26 mil milhões de euros), segundo alguns meios norte-americanos.

O Credit Suisse e e o banco japonês Nomura já avisaram que os seus resultados iam sofrer com estas operações, que envolvem em especial ações de empresas chinesas cotadas em Wall Street e empresas norte-americanas de comunicação como ViacomCBS e Discovery.

Mas a praça recuperou depressa, com vários observadores a destacarem que a exposição dos grandes bancos norte-americanos era mínima.

Não obstante, vários bancos fecharam em baixa, como Morgan Stanley (-2,63%) Goldman Sachs (-0,51%), Bank of America (-0,96%), J.P. Morgan Chase (-1,55%) e Wells Fargo (-3,32%).

RN//RBF

By Impala News / Lusa

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