Wall Street fecha sem direção entre o coronavírus e um fim de semana alargado

A bolsa nova-iorquina encerrou em ordem dispersa, com os investidores vigilantes face ao novo coronavírus e a digerir estatísticas contrastadas da economia norte-americana.

Wall Street fecha sem direção entre o coronavírus e um fim de semana alargado

Wall Street fecha sem direção entre o coronavírus e um fim de semana alargado

A bolsa nova-iorquina encerrou em ordem dispersa, com os investidores vigilantes face ao novo coronavírus e a digerir estatísticas contrastadas da economia norte-americana.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average cedeu 0,09%, para os 29.398,08 pontos.

Pelo contrário, o tecnológico Nasdaq valorizou 0,20%, para as 9.731,18 unidades, e o alargado S&P500 ganhou 0,18%, para as 3.380,16.

Para Peter Cardillo, da Spartan Capital, esta sessão de meias-tintas deve-se ao fim de semana prolongado, de três dias, nos EUA. Os mercados financeiros nos EUA vão estar fechados até terça-feira de manhã, uma vez que na segunda-feira é feriado.

“Ninguém quer colocar dinheiro em risco antes de um fim de semana prolongado”, adiantou Cardillo.

“Como ninguém sabe o que vai acontecer com o coronavírus, os investidores estão na defensiva”, acrescentou.

O balanço da epidemia do novo coronavírus aproximou-se hoje dos 1.400 mortos na China, onde estão registadas 64 mil pessoas contaminadas.

Em todo o caso, os principais índices bolsistas nova-iorquinos realizaram ganhos no conjunto da semana, com o Dow Jones a apreciar 1,0%, o Nasdaq a progredir 2,2% e o S&P500 a subir 1,6%.

Os riscos associados ao impacto económico do novo coronavírus não perturbaram de forma relevante a subida da praça nova-iorquina nas últimas semanas.

“Isto pode mudar de forma drástica se as notícias macroeconómicas se deteriorarem fortemente na China e nos EUA”, preveniu Cardillo.

Os investidores estiveram também a interpretar uma série de indicadores sobre a economia dos EUA divulgados ao longo do dia.

As vendas do comércio retalhista nos EUA progrediram 0,3% em janeiro em relação a dezembro, segundo os dados do Departamento do Comércio. Esta evolução foi de acordo com o esperado pelos analistas.

Porém, ao mesmo tempo estas vendas foram revistas em baixa no que respeita aos meses de novembro e dezembro, realçou Chris Low, da FHN Financial.

Esta revisão em baixa “não é de bom augúrio para o primeiro trimestre de 2020”, estimou.

A produção industrial nos EUA, por seu lado, tornou a descer em janeiro (-0,3%), influenciada pela paragem da produção do Boeing 737 MAX, segundo informação da Reserva Federal.

Ao contrário do que esperavam os analistas, a confiança dos consumidores melhorou em fevereiro, segundo o inquérito preliminar da Universidade do Michigan.

A sessão bolsista de hoje foi também animada por informações divulgadas pela CNBC segundo as quais a Casa Branca tenciona avançar com mais mudanças fiscais, no sentido de incentivar os norte-americanos a investirem mais no mercado acionista.

RN // SR

By Impala News / Lusa

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