Wall Street fecha em níveis recorde depois do apaziguamento da tensão EUA-Irão

Os principais índices da bolsa nova-iorquina encerraram hoje em níveis inéditos, com os investidores entusiasmados pelo apaziguamento das tensões entre EUA e Irão e pela aproximação da assinatura do acordo comercial parcial sino-norte-americano.

Wall Street fecha em níveis recorde depois do apaziguamento da tensão EUA-Irão

Wall Street fecha em níveis recorde depois do apaziguamento da tensão EUA-Irão

Os principais índices da bolsa nova-iorquina encerraram hoje em níveis inéditos, com os investidores entusiasmados pelo apaziguamento das tensões entre EUA e Irão e pela aproximação da assinatura do acordo comercial parcial sino-norte-americano.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average avançou 0,74%, para os 28.956,90 pontos.

O tecnológico Nasdaq progrediu 0,81%, para as 9.203,43 unidades, e o alargado S&P500 ganhou 0,67%, para as 3.274,70.

Depois de ter perdido a bússola na sexta-feira e no início da semana, pelo escalar da tensão entre Washington e Teerão, depois do assassínio do general iraniano Qassem Soleimani em Bagdad, os investidores regressaram à tendência ascendente, perante o afastamento imediato do espetro de um confronto de grande amplitude entre iranianos e norte-americanos.

“Os investidores apreenderam a lição de não reagir demasiado aos desenvolvimentos políticos no Médio Oriente. Recordaram-se que a descida (dos índices bolsistas) depois do ataque com mísseis à refinaria saudita, em setembro, foi rapidamente anulada”, sublinhou Gregori Volokhine, da Meeschaert Financial Services.

“Apesar de (Donald) Trump [Presidente dos EUA] ter podido avançar para o confronto com o Irão, fez tudo para o evitar, depois do assassínio de Soleimani. Portanto, a subida (dos índices) no final do ano continua e o pequeno parêntesis devido à tensão no Médio Oriente já se fechou”, prosseguiu.

Os investidores preparam-se, entretanto, para a ratificação iminente de um acordo comercial parcial entre chineses e norte-americanos.

O Ministério do Comércio chinês confirmou que o vice-primeiro-ministro, Liu He, vai deslocar-se a Washington, entre segunda e quarta-feira, para assinar o texto, que está a ser lido como representando uma trégua na disputa comercial entre os dois Estados, que tem enfraquecido a confiança dos investidores e prejudicado o crescimento das economias.

Por seu lado, Trump afirmou hoje que as negociações para um acordo “de fase 2” iriam começar imediatamente, mas acrescentou que poderiam demorar algum tempo.

“É possível que deseje esperar até depois da eleição (presidencial em novembro) para acabar, porque ao fazê-lo podemos chegar a um acordo algo melhor ou muito melhor”, adiantou.

Na frente dos indicadores, o número de pedidos de subsídio de desemprego nos EUA caiu para 214 mil, menos nove mil que na semana anterior, segundo os números do Departamento do Trabalho.

Os investidores vão agora estar atentos ao relatório mensal sobre o emprego e a taxa de desemprego nos EUA, que vai ser divulgado na sexta-feira.

RN // SR

By Impala News / Lusa

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