Wall Street fecha em baixa devido ao aumento das preocupações com o vírus chinês

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa a última sessão de janeiro, com os investidores a cederem ao aumento das preocupações com o novo coronavírus chinês.

Wall Street fecha em baixa devido ao aumento das preocupações com o vírus chinês

Wall Street fecha em baixa devido ao aumento das preocupações com o vírus chinês

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa a última sessão de janeiro, com os investidores a cederem ao aumento das preocupações com o novo coronavírus chinês.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 2,09%, para os 28.256,03 pontos.

Da mesma forma, o tecnológico Nasdaq cedeu 1,59%, para as 9.150,94 unidades, e o alargado S&P500 recuou 1,77%, para as 3.225,52.

No conjunto do mês de janeiro, o Dow Jones e o S&P500 perderam respetivamente 0,99% e 0,19%. Ao contrário, o Nasdaq progrediu 2,00%.

As inquietações com a epidemia de pneumonia reforçaram-se hoje, com os investidores a procurarem reavaliar as repercussões económicas desta crise sanitária.

Os EUA anunciaram várias medidas de urgência para impedir a importação deste vírus, entre as quais a proibição de entrada no país dos não-americanos que tenham estado na China nos últimos 14 dias.

Antes, durante o dia, as três principais transportadoras aéreas dos EUA – United Airlines, Delta Air Lines e American Airlines — anunciaram a suspensão dos seus voos com a China.

“O que os investidores observam durante as epidemias é a duração e a direção. Se houver novos casos nos EUA, isso vai aumentar os receios”, disse Quincy Krosby, da Prudential.

A China divulgou a existência de 43 novas mortes nas últimas 24 horas, o que eleva o seu total para 213. E o número de pacientes contaminados aproxima-se dos 10 mil na China continental, ou seja, excluindo Hong Kong e Macau.

Numerosos casos foram também declarados em outros países, incluindo os EUA.

Na praça nova-iorquina, as empresas petrolíferas foram particularmente penalizadas. A Exxon Mobil e a Chevron, que também tinham divulgado os seus resultados trimestrais antes da abertura da sessão, fecharam com perdas em torno dos quatro por cento.

Os especialistas em viagens como a agência em linha Booking (-2,22%) ou a empresa de cruzeiros Carnival (-2,73%) também fecharam com perdas.

Ao arrepio das tendências de mercado, a Amazon fechou com uma valorização de 7,38%. O conglomerado do comércio eletrónico apresentou resultados acima do previsto no último trimestre de 2019, graças a uma época de festas de fim-de-ano “recorde”.

No fecho da sessão de hoje, o valor bolsista da Amazon superou o bilião (milhão de milhões) de dólares (901 milhões de euros).

No campo dos indicadores, a atividade económica na região de Chicago, de dominante industrial, caiu em situação de recessão em janeiro, atingindo o seu nível mais baixo em quatro anos, segundo o índice dos diretores de compras da associação ISM, publicado hoje.

Ao contrário, a confiança dos consumidores nos EUA melhorou ligeiramente em janeiro, ao contrário das previsões dos analistas, segundo a estimativa final do inquérito da Universidade do Michigan publicado na sexta-feira.

No mercado obrigacionista, a taxa a 10 anos paga pela dívida pública norte-americana continuou o seu recuo, estando às 21.30 de Lisboa em 1,505%, depois dos 1,586% da véspera.

A taxa sobre as obrigações do Tesouro norte-americano a 10 anos recuou fortemente desde o início do ano, levando alguns analistas de mercado a recear que fique abaixo da relativa aos títulos de dívida a dois anos, que também baixou fortemente nas últimas semanas.

Aquele fenómeno, também conhecido pelo nome de “inversão da curva de taxas” é geralmente o indicador avançado de uma recessão.

RN // JPF

By Impala News / Lusa

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