Wall Street fecha em baixa devido a várias incertezas no horizonte

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, com os investidores a cederem ao receio com o crescimento da economia internacional, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter divulgado previsões dececionantes sobre a sua economia.

Wall Street fecha em baixa devido a várias incertezas no horizonte

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, com os investidores a cederem ao receio com o crescimento da economia internacional, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter divulgado previsões dececionantes sobre a sua economia.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 0,78%, para os 25.473,23 pontos.

Os outros índices emblemáticos ainda perderam mais. O tecnológico Nasdaq cedeu 1,13%, para as 7.421,46 unidades, e o alargado S&P500 recuou 0,81%, para as 2.748,93.

“Por uma vez, observa-se um contágio do mercado norte-americano pelos mercados europeus”, observou Gregori Volokhine, da Meeschaert Financial Services. “A forte revisão em baixa das previsões de crescimento feitas pelo BCE claro que teve um efeito sobre a psicologia dos investidores”.

A instituição de Frankfurt não espera um crescimento económico superior a 1,1% na Zona Euro em 2019 e 1,6% em 2020, depois dos 1,7% avançados para estes dois anos nas previsões divulgadas em dezembro.

Bem entendido que o BCE reforçou as medidas de apoio à economia, ao adiar a subida das suas taxas de juro para 2020, no mínimo, e disponibilizar uma nova série de empréstimos de vulto e com taxas baixas aos bancos.

Mas “os investidores já assimilaram completamente a ideia de que a política monetária vai ser acomodatícia durante muito tempo”, considerou Volokhine.

“Ao contrário, estamos a começar a ver emergir o receio de uma ‘japonização’ da Europa, com uma zona geográfica sem crescimento durante muito tempo, apesar de taxas de juro a zero ou mesmo negativas”, acrescentou.

A este receio de uma economia anémica na Zona Euro, propícia a travar ainda mais o ritmo de crescimento da economia internacional, acrescenta-se a nítida valorização do dólar.

Com efeito, a nota verde atingiu hoje o seu nível mais alto desde junho de 2017 face ao euro, bem como face a um cabaz de com as principais divisas.

“Isto não é necessariamente uma boa notícia para as exportações norte-americanas”, considerou Volokhine.

Vários fatores continuaram assim a pesar sobre o estado de espírito dos investidores, segundo Patrick O’Hare, da Briefing, como o arrastar das negociações comerciais sino-norte-americanas, a incapacidade do S&P500 se estabelecer acima do limiar dos 2.800 pontos, o desempenho “desconcertante” do índice relativo aos transportes, o Dow Jones Transportation Average, que está a descer desde há dez sessões, ou o do índice relativo às médias empresas, o Russell 2000, que voltou a ficar abaixo da média dos últimos 200 dias.

RN // JPS

By Impala News / Lusa

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