Wall Street fecha em baixa devido a taxas sobre importações do Brasil e Argentina

A bolsa nova-iorquina fechou hoje em baixa a sua primeira sessão de dezembro, com os investidores a receberem mal dos novos direitos alfandegários dos EUA e um indicador sobre a atividade industrial norte-americana.

Wall Street fecha em baixa devido a taxas sobre importações do Brasil e Argentina

Wall Street fecha em baixa devido a taxas sobre importações do Brasil e Argentina

A bolsa nova-iorquina fechou hoje em baixa a sua primeira sessão de dezembro, com os investidores a receberem mal dos novos direitos alfandegários dos EUA e um indicador sobre a atividade industrial norte-americana.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average cedeu 0,96%, para os 27.783,04 pontos.

Da mesma forma, o tecnológico Nasdaq perdeu 1,12%, para as 8.567,99 unidades, e o alargado S&P500 recuou 0,86%, para as 3.113,87.

Os investidores receberam mal o anúncio feito hoje por Donald Trump da imposição de tarifas alfandegárias a importações de aço e alumínio provenientes do Brasil e da Argentina, acusando os dois países de terem desvalorizado as moedas respetivas.

“Esta foi a primeira vez que Trump decretou sanções comerciais devido à desvalorização das moedas”, observou Gregori Volokhine, da Meeschaert Financial Services.

“A propósito da China, [Trump] falou sobre o assunto, mas não era o tema. Ao contrário, podemos imaginar que até ao próximo ano ele vai atacar a União Europeia, acusando-a de ter deixado desvalorizar o euro”, continuou.

Trump também realçou, na rede social Twitter, que os mercados financeiros norte-americanos estavam “em alta de até 21%, desde o anúncio das tarifas alfandegárias em 01 de março de 2018”.

Desde este data, o Nasdaq ganhou um pouco mais de 21%, mas o Dow Jones e o S&P500 valorizaram respetivamente 14,5% e 17,8%.

Hoje, a praça nova-iorquina acentuou as suas perdas depois da publicação do índice ISM relativo à atividade industrial em novembro.

Este indicador retraiu-se duas décimas percentuais em relação a outubro, para os 48,1%.

Os analistas esperavam, pelo contrário, um número bem melhor, nos 49,4%. Quando se situa abaixo dos 50%, este índice marca uma contração da atividade.

Em todo o caso, para Volokhine, este recuo não é surpreendente, porque se sabe, “desde há meses, que é um setor em contração, mas que lhe falta visibilidade, devido à guerra comercial”, entre os EUA e a China.

O índice ISM relativo à atividade nos serviços, também relativo a novembro, vai ser publicado na quarta-feira.

RN // MAG

By Impala News / Lusa

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