Wall Street fecha em baixa depois de Nova Iorque anunciar fecho de escolas

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, depois de a cidade que a alberga anunciar o encerramento das suas escolas por causa da ressurgência dos casos de infeções com o novo coronavirus.

Wall Street fecha em baixa depois de Nova Iorque anunciar fecho de escolas

Wall Street fecha em baixa depois de Nova Iorque anunciar fecho de escolas

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, depois de a cidade que a alberga anunciar o encerramento das suas escolas por causa da ressurgência dos casos de infeções com o novo coronavirus.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 1,16%, para os 29.438,42 pontos, tanto quanto o alargado S&P500, que recuou para as 3.567,79 unidades.

O tecnológico Nasdaq baixou 0,82%, para os 11.801,60 pontos.

Na véspera, o Dow Jones caíra 0,56%, o S&P500 desvalorizara 0,48% e o Nasdaq perdera 0,21%.

A praça nova-iorquina, que estava com ganhos durante a manhã, mudou de sentido desde que o presidente da câmara da metrópole norte-americana anunciou o encerramento das escolas públicas a partir de quinta-feira.

“Atingimos o patamar dos três por cento de positividade dos testes. Infelizmente, isso significa que os estabelecimentos escolares vão estar fechados a partir de quinta-feira, como medida de precaução”, anunciou Bill de Blasio, através da rede social Twitter.

“Isto foi negativo para o mercado”, comentou Gregori Volokhine, da Meeschaert Financial Services.

“Os investidores estão convencidos de que este vai ser um período difícil, esta segunda vaga, mas também estão cientes que todos os dois ou três dias acorda-se com notícias positivas sobre uma vacina”, avançou.

Na sua opinião, “cedo ou tarde, as coisas vão melhorar em relação à pandemia, o que vai limitar os movimentos bruscos” no mercado bolsista.

Art Hogan, da National Securities, também realçou que esta descida em Wall Street era “modesta, considerado o seu nível muito elevado. Por exemplo, na segunda-feira, o Dow Jones tinha estabelecido um recorde.

Durante a manhã, a praça nova-iorquina tinha reagido bem à notícia de a eficácia da vacina dos laboratórios Pfizer e BioNTech era superior ao avançado inicialmente, situando-se agora em 95%, segundo os resultados completos do seu ensaio clínico.

As ações destas empresas fecharam com apreciações respetivas de 0,75% e 4,04%.

Este nível similar ao da Moderna, cuja cotação baixou 4,57%, aumenta as possibilidades de pelo menos uma vacina poder começar a ser injetada nos cidadãos dos EUA antes do final do ano.

Para a Boeing, a valorização hoje observada foi de curta duração. O título do construtor aeronáutico, que tinha estado a subir durante a sessão depois de o regulador da aviação (FAA, na sigla em Inglês) ter autorizado que o 737 MAX voltasse a voar, acabou a perder 3,36%.

Este aparelho está imobilizado no solo desde há dois anos, depois de dois acidentes que provocaram 346 mortos no intervalo de cinco meses.

“Depois de uma primeira reação de entusiasmo, os investidores compreenderam que a Boeing ia ficar com 400 aviões MAX nos braços, que foram construídos, mas ainda não foram objeto de encomendas firmes (…), além de as transportadoras aéreas estarem exangues”, sublinhou o analista da Meeschaert.

Na grande distribuição, a Target ganhou 2,36% depois de divulgar resultados acima dos previstos, graças às encomendas em linha entregues à porta dos armazéns.

RN // RBF

By Impala News / Lusa

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