Wall Street fecha em baixa com subida do rendimento da dívida pública e do dólar

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, no seguimento da subida do rendimento da obrigação de dívida pública a 10 anos e da solidez do dólar perante as outras principais divisas.

Wall Street fecha em baixa com subida do rendimento da dívida pública e do dólar

Wall Street fecha em baixa com subida do rendimento da dívida pública e do dólar

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, no seguimento da subida do rendimento da obrigação de dívida pública a 10 anos e da solidez do dólar perante as outras principais divisas.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average, que tinha estabelecido um recorde na segunda-feira, perdeu 0,31%, para os 33.066,96 pontos.

Enquanto o tecnológico Nasdaq recuou 0,11%, para as 13.045,39 unidades, o alargado S&P500 teve a maior baixa destes índices mais emblemáticos, de 0,32%, para as 3.958,55.

“O mercado acabou em baixa uma sessão volátil, que viu os rendimentos das obrigações do Tesouro subirem antes da abertura”, apontaram os analistas da Charles Schwab.

Depois de uma acalmia na semana passada, a taxa a 10 anos da dívida pública dos EUA voltou a subir, atingindo na noite de segunda para terça-feira um máximo de 14 meses, em 1,7742%.

O dólar, por seu lado, atingiu um máximo de um ano face ao iene e desde novembro perante o euro.

Estes movimentos de subida dos rendimentos das obrigações de dívida pública e do dólar indicam que os investidores estão a antecipar uma forte recuperação do crescimento económico nos EUA, graças às medidas de relançamento orçamental e à campanha de vacinação.

Este sentimento confirmou-se com a nítida melhoria da confiança dos consumidores nos EUA em março, que atingiu o máximo de um ano, segundo o índice da Conference Board, divulgado hoje.

Mas, ao mesmo tempo, estas perspetivas são negativas para os valores bolsistas que subiram com o confinamento, como, em particular, as dos conglomerados tecnológicos, casos de Apple (-1,23%), Microsoft (-1,44%) ou Facebook (-0,97%).

O setor bancário está a congratular-se com a subida dos rendimentos dos títulos de dívida pública, pelo que indiciam de uma subida das taxas de juro, sinónimo de uma margem mais importante para os estabelecimentos financeiros.

Depois de uma sessão difícil na véspera, o Morgan Stanley (+1,55%) e o Goldman Sachs (+1,93%) fecharam com ganhos acentuados.

Estes dois bancos tinham sido apanhados na tormenta do caso Archegos Capital Management, uma sociedade de investimentos baseada em Nova Iorque, que alienou de forma massiva participações em empresas dos EUA e da China cotadas em Wall Street.

Os grupos de media ViacomCBS (+3,55%) e Discovery (+5,36%), afetados por aquelas vendas, recuperaram hoje.

“Os investidores estão à espera do plano de (Joe) Biden para as infraestruturas, que deve ser anunciado amanhã”, quarta-feira, realçou Peter Cardillo, da Spartan Capital.

O presidente dos EUA deve, com efeito, apresentar na quarta-feira um conjunto de investimentos para renovar e modernizar pontes, estradas, vias férreas e aeroportos, cujo montante pode atingir os três biliões (milhão de milhões) de dólares (2,6 biliões de euros).

RN//RBF

By Impala News / Lusa

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