Wall Street fecha em baixa com investidores prudentes perante tensão EUA-Irão

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, com os investidores prudentes perante os riscos de escalada militar entre os EUA e o Irão, e apesar de indicadores considerados animadores sobre a economia norte-americana.

Wall Street fecha em baixa com investidores prudentes perante tensão EUA-Irão

Wall Street fecha em baixa com investidores prudentes perante tensão EUA-Irão

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, com os investidores prudentes perante os riscos de escalada militar entre os EUA e o Irão, e apesar de indicadores considerados animadores sobre a economia norte-americana.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,42%, para os 28.583,68 pontos.

Da mesma forma, o tecnológico Nasdaq cedeu 0,03%, para as 9.068,58 unidades, e o alargado S&P 500 perdeu 0,28%, para as 3.237,18.

Os investidores continuam a avaliar as consequências do assassínio de um importante general iraniano na sexta-feira pelos EUA.

Após a morte do general Qassem Soleimani, através de um ataque com ‘drone’ em Bagdade, o parlamento iraquiano adotou uma resolução em que reclamou a saída das tropas dos EUA do país, um voto que conduziu os EUA a ameaçar o regime iraquiano com represálias.

Por outro lado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, no domingo, ameaçou atacar 52 locais no Irão, se a República Islâmica atacasse pessoal ou locais dos EUA como represália. Por seu lado, Teerão ameaçou uma nova redução dos compromissos no quadro do acordo internacional sobre o seu programa nuclear.

“Por um lado, continuamos a não saber como interpretar esta situação com o Irão. Por outro, os dados económicos não podem ser ignorados”, contrastou Chris Low, da FHN Financial.

A atividade nos serviços subiu em dezembro mais do que o previsto, com o índice não-industrial a estabelecer-se nos 55%, quando os analistas esperavam um valor inferior, nos 54,3%.

O défice comercial dos EUA, por seu lado, apresentou uma decida nítida em novembro, caindo para o mínimo desde outubro de 2016, devido a um novo recuo das importações provenientes da China.

Para Low, esta descida do défice comercial, associada a uma baixa taxa de inflação nos EUA, é “uma receita para uma subida dos salários e um aumento dos lucros”.

RN // SR

By Impala News / Lusa

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