Wall Street fecha em alta graças à conjuntura e ao setor da tecnologia

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em nítida alta, apesar do recuo da Boeing, com os investidores satisfeitos com as estatísticas do consumo privado e a dinâmica de pesos pesados tecnológicos.

Wall Street fecha em alta graças à conjuntura e ao setor da tecnologia

Wall Street fecha em alta graças à conjuntura e ao setor da tecnologia

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em nítida alta, apesar do recuo da Boeing, com os investidores satisfeitos com as estatísticas do consumo privado e a dinâmica de pesos pesados tecnológicos.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average ganhou 0,79%, para os 25.651,15 pontos.

Apesar de terminar a subir, este índice abriu a sessão em baixa, pressionado pela Boeing, que acabou o dia a perder 5,33%, devido à queda, no domingo, na Etiópia, de um avião emblemático desta marca, o 737 MAX 8.

Mesmo assim, a mencionada perda do construtor aeronáutico significou uma recuperação acentuada, uma vez que o título chegou a estar a desvalorizar 13,5%.

Mais fortes do que o do Dow Jones foram os avanços dos outros índices mais emblemáticos. O tecnológico Nasdaq apreciou-se 2,02%, para as 7.558,06 unidades, e o alargado S&P500 progrediu 1,47%, para as 2.783,30.

Os índices beneficiaram em particular com os desempenhos da Apple, que progrediu 3,46%, e da Facebook, que avançou 1,46%, no seguimento da divulgação de notas de analistas positivas.

O setor dos semicondutores também beneficiou com a compra do fornecedor israelo-norte-americano de produtos de redes informáticas Mellanox, por 6,9 mil milhões de dólares (6,1 mil milhões de euros), pela Nvidia, que subiu 6,97%.

Mas, de forma geral, dois elementos basearam a recuperação dos índices depois de terem vivido a pior semana desde o início do ano, segundo Gregori Volokhine, da Meeschaert Financial Services.

Desde logo, uma razão psicológica — durante uma entrevista televisiva, divulgada no domingo, o presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, “reafirmou tudo o que se sabia, sobre a paciência [necessária antes de voltar a subir as taxas de juro], sobre a confiança na economia, sobre a independência da Fed”, sublinhou Volokhine.

“Mas, sobretudo, deu uma impressão de solidez, o que é uma posição extremamente tranquilizadora na direção de um organismo tão importante”, acrescentou.

Os números sobre as vendas de retalho mostraram-se sólidos, apresentando um crescimento forte em janeiro, depois de uma baixa em dezembro, segundo este especialista.

“Entre uma Fed que garante que vai continuar a ser paciente durante muito tempo e uma economia que deu sinais de vigor no início do ano, isto é música para os ouvidos dos investidores”, comentou Volokhine.

RN // SR

By Impala News / Lusa

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