Wall Street fecha em alta com redução dos receios quanto ao confronto EUA-China

A bolsa nova-iorquina encerrou em alta, graças à redução do receio dos investidores com a tensão sino-norte-americana e à possibilidade de a Reserva Federal abrir a porta a uma descida da taxa de juro.

Wall Street fecha em alta com redução dos receios quanto ao confronto EUA-China

Wall Street fecha em alta com redução dos receios quanto ao confronto EUA-China

A bolsa nova-iorquina encerrou em alta, graças à redução do receio dos investidores com a tensão sino-norte-americana e à possibilidade de a Reserva Federal abrir a porta a uma descida da taxa de juro.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average subiu 2,06%, para os 25.332,18 pontos, e o tecnológico Nasdaq avançou 2,65%, para as 7.527,12 unidades.

O alargado S&P500 valorizou 2,14%, para os 2.803,27 pontos.

Ao fim de várias sessões difíceis, os investidores foram tranquilizados “por notícias positivas nas duas frentes, a das tensões comerciais e a das taxas da Fed” (Reserva Federal), traduziu Maris Ogg, da Tower Bridge Advisors.

Os operadores foram marcados por comentários do Ministério do Comércio chinês, considerando que o conflito comercial deveria ser resolvido através de um diálogo permanente. Foi o que bastou para tranquilizar um pouco os investidores ao fim de várias semanas a verem Washington e Pequim de armas apontadas e a recearem as consequências sobre a economia de um conflito que se arrasta.

Ao mesmo tempo, o chefe da maioria republicana no Senado exprimiu hoje o mal-estar nas suas fileiras provocado pelas afirmações do Presidente norte-americano, Donald Trump, relativas à imposição de tarifas alfandegárias ao México, para forçar este país a controlar o fluxo de migrantes.

Alguns congressistas republicanos admitem mesmo, segundo o Washington Post, uma votação no Congresso para bloquear estas medidas e evitar assim lançar o país noutro conflito comercial claramente hostil.

O presidente da Fed, Jerome Powell, afirmou que a instituição vigiava “de perto” os efeitos da intensificação da guerra comercial promovida por Donald Trump e estava “como sempre” pronto para agir “de forma a apoiar a expansão”.

Em resumo, “Powell disse que em caso de necessidade a Fed reduziria as taxas”, estimou a analista da Tower Bridge Advisors.

Os comentários do chefe da Fed deixaram em todo o caso o presságio de que o tema vai ser discutido durante a próxima reunião do seu comité de política monetária, dentro de duas semanas. Esta perspetiva animou os investidores de Wall Street, que têm beneficiado em muito nos últimos anos das baixas taxas da Fed.

Outro elemento encorajador veio do mercado obrigacionista, onde as taxas de juro pagas pela dívida norte-americana a 10 anos recuperaram, evoluindo às 22:15 horas de Lisboa em 2,125%. Na véspera tinham caído para o nível mais baixo desde setembro de 2017, sinal de que os investidores estavam a preferir sair de ativos arriscados, como as ações, em benefícios de outros considerados mais seguros, como a dívida pública dos EUA.

RN // SR

By Impala News / Lusa

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