Wall Street fecha em alta com perspetivas de estimulos e desanuviamento EUA-China

A bolsa nova-iorquina encerrou em alta, graças a comentários que abrem a via a novas medidas de estímulo económico do Banco Central Europeu e à esperança de um desanuviamento na tensão sino-norte-americana.

Wall Street fecha em alta com perspetivas de estimulos e desanuviamento EUA-China

Wall Street fecha em alta com perspetivas de estimulos e desanuviamento EUA-China

A bolsa nova-iorquina encerrou em alta, graças a comentários que abrem a via a novas medidas de estímulo económico do Banco Central Europeu e à esperança de um desanuviamento na tensão sino-norte-americana.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average ganhou 1,35%, para os 26.465,54 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq avançou 1,39%, para as 7.953,88 unidades.

Já o alargado S&P500 progrediu 0,97%, para os 2.917,75 pontos, superando o patamar simbólico dos 2.900 pela primeira vez desde o início de maio, altura em que a Casa Branca reavivou subitamente as tensões comerciais com a China.

Mas Washington e Pequim emitiram hoje sinais de distensão, ao anunciarem a retoma do diálogo ao mais alto nível. O Presidene norte-americano, Donald Trump, revelou em mensagem que teve “uma conversa telefónica muito boa com o Presidente chinês Xi” Jinping e garantiu que deveria reunir-se com ele durante a cimeira do G20, no Japão, durante a próxima semana.

O conselheiro económico da Casa Branca, Larry Kudlow, aconselhou prudência, sublinhando que era difícil prever o resultado deste encontro.

Mas a esperança de uma possível resolução do conflito comercial, que mina as relações bilaterais e afeta as respetivas economias, deslumbrou os investidores.

Estes já tinham recebido com entusiasmo os comentários do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que, ao abrir o seminário anual do BCE em Portugal, estimou que “são necessárias medidas suplementares de apoio à economia”, se a taxa de inflação continuar a afastar-se do nível ligeiramente inferior a 2%, que o BCE pretende.

Estas afirmações também tiveram um impacto no outro lado do Atlântico, porque “reavivam a ideia que se está potencialmente no ponto de assistir a uma nova vaga coordenada de políticas monetárias acomodatícias”, observou Patrick O’Hare, da Briefing.

Até aos últimos meses, a principal questão era de saber quando e até que ponto os dois bancos centrais iam alterar as suas taxas. Mas a degradação da conjuntura mundial, combinada com as tensões comerciais entre Washington, Pequim e Bruxelas, levou as instituições a adoçar claramente os seus discursos.

A Reserva Federal, que começou na terça-feira uma reunião de dois dias do seu comité de política monetária (FOMC, na sigla em inglês), poderia assim preparar o terreno para uma próxima descida das taxas de juro. Grande parte dos atores de mercado espera que a Fed aja neste sentido já em julho.

Tais medidas têm tendência a dopar o mercado acionista porque, de um lado, pretendem estimular a economia e, por outro, provocam a redução dos rendimentos no mercado acionista, o que aumenta a atração dos ativos considerados mais arriscados.

O Dow Jones foi também apoiado pela acentuada valorização da Boeing, que subiu 5,37%, depois de ter surpreendido os investidores no segundo dia do salão aeronáutico em Le Bourget, em França, com o anúncio de uma intenção de encomenda gigante de 200 aparelhos 737 MAX pelo grupo IAG.

RN // SR

By Impala News / Lusa

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