Wall Street encerra sem rumo face a emprego, crise EUA-China e impasse negocial

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em ordem dispersa, com os investidores divididos entre os números do emprego e desemprego, a escalada da tensão sino-norte-americana e o impasse negocial no Congresso sobre ajudas às famílias, empresas e coletividades.

Wall Street encerra sem rumo face a emprego, crise EUA-China e impasse negocial

Wall Street encerra sem rumo face a emprego, crise EUA-China e impasse negocial

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em ordem dispersa, com os investidores divididos entre os números do emprego e desemprego, a escalada da tensão sino-norte-americana e o impasse negocial no Congresso sobre ajudas às famílias, empresas e coletividades.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average teve uma sexta sessão consecutiva de ganhos, desta vez de 0,17%, para 27.433,48 pontos, e que, pelo contrário, o tecnológico Nasdaq acabou com uma sucessão de recordes e fechou a perder 0,87%, para os 11.010,98.

Por sua vez, o alargado S&P500 terminou com uma valorização de 0,06%, para as 3.351,28 unidades.

No conjunto da semana, o Dow Jones progrediu 3,80%, o Nasdaq ganhou 2,47% e o S&P500 avançou 2,45%.

A economia dos EUA criou 1,8 milhões de empregos em julho, segundo um relatório do Departamento do Trabalho divulgado hoje.

Este número é largamento inferior ao de junho, quando foram criados 4,8 milhões de empregos. A diminuição de junho é atribuída à ressurgência do novo coronavírus em grande parte dos EUA.

A taxa de desemprego nos EUA baixou 11,1% em junho para 10,2% em julho, quando os analistas esperavam 10,5%.

Para Shawn Cruz, da TD Ameritrade, o relatório foi “bem acolhido” pelos investidores, porque “corresponde ao que se podia esperar com as reaberturas dos estabelecimentos comerciais”, apesar da subida dos casos de contaminação no país.

Contudo, a praça nova-iorquina foi afetada pela subida da tensão entre Washington e Pequim, cristalizada esta semana nas medidas radicais do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra as aplicações móveis chinesas TikTok e WeChat.

Para Cruz, os decretos de Trump aumentam os riscos de represálias da China contra as empresas tecnológicas dos EUA.

“Se isso acontecesse, seria um grande fator de volatilidade”, indicou este agente de mercado, que recordou o peso bolsista dos conglomerados norte-americanos da internet.

Com efeito, estes acabaram hoje em baixa, a saber, a Amazon (-1,78%), a Microsoft (-1,79%), a Apple (-2,27%) e a holding da Google e Youtube, a Alphabet (-0,44.

A sanções anunciadas hoje pelos EUA contra dirigentes de Hong-Kong agravaram ainda mais a tensão na relação.

Por outro lado, os atores de mercado mostraram-se dececionados com a ausência de compromisso entre democratas e republicanos no Congresso sobre novas medidas de apoio a famílias, empresas e coletividades atingidas pelo impacto da pandemia.

Depois das negociações infrutíferas de sexta-feira, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, anunciou que ia recomendar a Donald Trump que este fizesse um decreto (ordem executiva) sobre o assunto.

RN // SR

By Impala News / Lusa

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