Wall Street encerra em baixa por preocupação com dálogo EUA-China e indicadores

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, devido ao regresso das inquietações entre os investidores com as negociações sino-norte-americanas e a indicadores que os desiludiram, que anularam o efeito de resultados empresariais acima do esperado.

Wall Street encerra em baixa por preocupação com dálogo EUA-China e indicadores

Wall Street encerra em baixa por preocupação com dálogo EUA-China e indicadores

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, devido ao regresso das inquietações entre os investidores com as negociações sino-norte-americanas e a indicadores que os desiludiram, que anularam o efeito de resultados empresariais acima do esperado.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,52%, para os 27.046,23 pontos, e o tecnológico Nasdaq cedeu 0,14%, para os 8.292,36.

Já o alargado S&P500, que tinha batido o seu recorde na quarta-feira, desvalorizou 0,30%, para as 3.037,56 unidades.

Os investidores tinham saudado na quarta-feira a decisão do banco central norte-americano, a Reserva Federal (Fed), de cortar pela terceira vez este ano as suas taxas diretoras, para apoiar o crescimento da economia.

Na ocasião houve vários comentários a sugerir que a Fed ia esperar algum tempo antes de tomar mais decisões de política monetária.

Mas as estatísticas hoje conhecidas, que desiludiram os investidores, ao reavivarem as inquietações com a saúde da economia mundial, como o recuo em outubro da atividade industrial na China para o seu nível mais baixo desde há oito meses ou a entrada de Hong Kong em recessão no terceiro trimestre pela primeira vez em 10 anos.

A queda em outubro da atividade económica na região de Chicago para o nível mais baixo desde há quatro anos acentuou os temores.

“Os investidores estão agora a preocupar-se a sério com a perda de velocidade (da economia dos EUA) e com a possibilidade de (o presidente da Fed) Jerome Powell se inclinar para uma pausa em dezembro”, em vez de uma nova descida da taxa de juro para estimular a economia, observou Stephanie Lewicky, da TD Ameritrade.

Um sinal do nervosismo dos investidores, para esta operadora de mercado, foi o da reorientação daqueles para valores refúgio, como o ouro ou as obrigações do Tesouro norte-americano.

O rendimento proporcionado pelos títulos de dívida pública a 10 anos evoluía assim às 21:20 de Lisboa em 1,682%, contra os 1,772% da véspera, o que ilustra uma procura mais elevada.

Os atores do mercado também foram abalados por “comentários pessimistas provenientes da China na frente comercial”, estimou Lewicky.

Segundo a agência Bloomberg, dirigentes chineses expressaram dúvidas sobre a possibilidade de um acordo comercial de longo prazo com os EUA.

Como que para acalmar o contexto, Donald Trump escreveu na rede social Twitter alguns minutos antes da abertura da bolsa que deverá ser “anunciado em breve” o lugar para a assinatura de um acordo parcial entre Washington e Pequim.

Trump e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, deveriam assinar este acordo por ocasião da cimeira dos países ribeirinhos do Oceano Pacífico, em meados de novembro, no Chile, mas que foi anulado devido à crise sociopolítica que abala este país.

Todas estas informações eclipsaram as contas trimestrais sólidas apresentadas por importantes nomes de Wall Street, como a Apple, que fechou a ganhar 2,26%, ou a Facebook, que progrediu 1,81%.

RN // ACL

By Impala News / Lusa

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